12o. Encontro Estadual de Dirigentes de Cultura
Participei no último dia 5, em São Paulo, no belo Memorial da América Latina, do 12.o Encontro Estadual de Dirigentes de Cultura, promovido anualmente pela Secretaria de Estado da Cultura. Lá estavam representados quase 300 municípios, presença que chamou a atenção do governador do Estado, José Serra, que por lá passou no final da manhã.
Muitos assuntos foram discutidos, principalmente as várias ações do Estado, na área de cultura, como o Revelando São Paulo (que teve sua primeira edição em Bauru no ano passado e que neste ano já etá confirmado para outubro), a Virada Cultural, o Circuito Cultural Paulista, o Mapa Cultural, etc.
Porém o mais iteressante foi o momento em que o microfone foi aberto para a manifestação dos participantes. Muito chororô, reclamações da necessidade de interiorização ainda maior dos programas da Secretaria de Estado, falta de dinheiro para isso, para aquilo, enfim, o de sempre.
Mas, uma manifestação em especial, a do Marco Rocha (antigo diretor de cultura da cidade de Campinas e atual diretor de comunicação daquele município), meu companheiro de diretoria no Fórum Estadual de Dirigentes de Cultura , que discorreu sobre a necessidade dos municípios, que antes de reclamarem da atuação do Estado e da União, fazerem o seu dever de casa, da importância da criação de conselhos municipais de cultura, da criação de estruturas adequadas para a efetivaçãode polítcas públicas na área de cultura e da necessidade do bom relacionamento com artistas locais e o fortalecimento de suas atividades e, principalmente, da necessidade da atuação política dos dirigentes culturais em cada um de seus municípios.
E é esse último ponto que gostaria de destacar. Hoje não existe uma bancada, ou representantes da área cultural nos diversos níveis de poder. Assim, não temos um vereador da cultura (com a morte do Jurandir Bueno, acho que ficamos mais orfãos ainda), não temos uma bancada estadual da cultura (apesar do esforço solitário e da dedicação do deputado Vicente Cândido, do PT) e muito menos uma bancada, no congresso, com preocupação voltada à questão cultural. Sem essa atuação e organização política fica didfícil a cultura ocupar uma posição de destaque nas diversas administrações desse imenso Brasil. E só vai nos restar o choro por mais recursos e mais atenção.
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