Esta semana, tirei para ouvir as pessoas, ou melhor, o que elas estão falando e pensando. Procurei anotar as frases. Segue:
Frase 1: minha mãe chora para pagar as contas, disse a aluna.
A colocação é interessante e reveladora, pois mostra a agonia que as famílias estão passando para sobreviver e quem sabe manter um certo padrão de vida com o salário que ganham. Portanto, o dinheiro que ganhamos pode não dar para comprar tudo, mas, pode ser suficiente para comprar a maioria das coisas que precisamos e com isso estabelecer as principais prioridades de consumo da nossa família. Com orçamento doméstico funcionando é possível perceber onde devemos e podemos melhorar.
Frase 2: se não fizermos prestações não teremos como adquirir o que desejamos, disse o amigo.
O consumo é vital para sobrevivência e fundamental para a sociedade, porém, temos que ter cautela no momento de adquirir os bens, pois há diferença entre desejo (não é básico – exemplo: um avião) e necessidade (algo indispensável para a sobrevivência – exemplo: arroz, feijão e etc). Tem muita gente inadimplente por ai, até mesmo no comércio local. O motivo é: adquirir bens com parcelas que cabe no bolso e com prestações a perder de vista, 6, 12, 18, 24, 30, 36, …. 80 meses.
É preciso economizar, poupar e investir. Isso sim, em longo prazo, a perder de vista.
Frase 3: Eu aproveito tudo aqui na minha empresa (restaurante). Não gosto de desperdiçar nada, disse o empresário.
É preciso valorizar o dinheiro. Não estamos mais na época em que se ganhava muito dinheiro com a inflação. Hoje é preciso, ser eficiente nos processos e conhecer bem o negócio. O material que compramos (arroz, feijão, óleo, sal, açúcar e outros) é dinheiro e quando desperdiçamos, estamos desperdiçando dinheiro, por está razão faço do óleo, sabão.
Cuidado com o desperdício: um quarto dos alimentos produzidos no Brasil estraga, enquanto milhões de pessoas morrem de fome.