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“Artes Clandestinas” ou Vandalismo?

Postado no dia 10/dezembro/2008 em Comportamento, Sociedade por André Eiras
Lousa do colégio Ernesto Monte inutilizável por pichações

Lousa do colégio Ernesto Monte inutilizável por pichações

No último final de semana estava em Ribeirão Preto para uma conferência e não pude deixar de reparar que as pichações por lá – ao menos no bairro onde estava hospedado e na região do centro de convenções – são um pouco menores do que em nossa querida cidade. Estamos vivendo uma época cujas “artes clandestinas” invadem nossos espaços públicos e também privados.

Ações como as que observamos recentemente em Bauru e São Paulo, para ficarmos com somente dois exemplos, levam-nos a refletir sobre quais tratamentos precisamos implantar para solucionar o problema. Particularmente sou contrário até mesmo aos grafites como forma de protesto, pois tivemos outras formas, no passado, mais eficientes de desobediência civil, como os movimentos das suffragettes na Inglaterra e o papel de Mahatma Gandhi na Independência da Índia.

Há diversas formas de combate à esse, na minha opinião, ato de vandalismo. Não creio que a pura repressão por parte das forças policiais resolverão completamente o caso. Louvo ações educativas, mas esses projetosdenotam um tempo considerável para criar uma consciência coletiva, que pode ser alguns anos a até uma geração inteira. Encontramos, porém, em outros lugares, propostas interessantes, como a de Porto Alegre, onde taxistas e agentes de trânsito atuam como aliados na denúncia.

Existe, também, o outro lado dessa “opereta contemporânea”, que é o sofrimento dos pais com seus filhos. Em matéria do Jornal da Cidade de 09/12 é enfatizada a recomendação que os pais prestem maior atenção no comportamento dos filhos e até mesmo como forma de auto-proteção, posto que serão responsabilizados civilmente pelo delito dos filhos.

Devemos criar nós mesmos uma forma adequada a controlar e eliminar esse problema de nossa cidade. O que podemos fazer? Sugestões são bem vindas nesse blog.

PS: A foto que ilustra o post é do ato de vandalismo perpetrado contra a escola Ernesto Monte.

Atualização: Deixo, como complemento ao texto e ao comentário que fiz anteriormente, mais uma notícia. O Governador de São Paulo José Serra se mostra “perplexo” com o comentário do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, pedindo a soltura da jovem pichadora da Bienal de SP.

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Um Comentário para '“Artes Clandestinas” ou Vandalismo?'

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  1. André Eiras disse,

    em 11/dezembro/2008 às 10:01

    Complementando o post, leio agora pela manha que o Ministro da Cultura, Juca Ferreira – um ex-militando estudantil, sem demérito algum pelo termo, mas ele passou anos em exílio no Chile – pediu ao governador de SP José Serra pela libertação da pichadora presa na Bienal desse ano.

    Marcou-me uma frase dele:

    (…) “Enfeiam a cidade, mas são manifestações de grupos que querem fugir do anonimato sinalizando sua existência, sua territorialidade. Confesso que não tenho muita simpatia, mas não acho que seja caso de polícia.”

    Digo de antemão que nada tenho contra o ministro, pois nem o conheço, mas posso dizer, abertamente, que não concordo com sua análise da situação. Essas “manifestações de grupo” sao definidas como crime pela legislação devendo a ele fazer proposta de alteração de lei, se opositor for.

    Reitero novamente meu repúdio à esses atos que classifico como de vandalismo e discordo da posição tomada pelo Ministro da Cultura. Ou as autoridades caminham de acordo com a “fria letra da lei” ou seremos dominados cada vez mais por demonstrações de “sinalizações de existência”.

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