Richard Wagner Nacional-Socialista

“Deus prometeu a Abraão que Ele não destruiria Sodoma se pudesse encontrar 10 homens justos.. Eu tenho um pressentimento que a Alemanha só contará com um.”
Henning von Tresckow
Nessa expressão toda a esperança de uma Alemanha metida até o último fio de cabelo em uma guerra mundial, já quase em seu final, é percebida no filme Operação Valquíria, que fui assistir nesta quarta feira no Alameda. A última película estrelada por Tom Cruise retrata a verídica história da última tentativa de assassinato perpetrada contra a vida de Adolf Hittler em 1944, já nos instantes finais da Segunda Guerra Mundial. Cruise vive o Cel. Claus von Stauffenberg que, em compania de vários oficiais alemães, planejam dar cabo a vida do führer com o intuito de aplicar um golpe no III Reich.
O filme é uma adaptação do alemão Stauffenberg (2004), produzido para a televisão, onde podemos encontrar um personagem melhor construído do que no estrelado por Tom Cruise, onde a vida do coronel antes dos eventos narrados no filme fica um pouco nebulosa – mesmo que não estrague o filme, em minha opnião. É, em sua essência, um filme histórico com a cara de documentário, cujo final já sabemos de antemão – Hittler vem a cometer suicídio em 1945 em meio a uma Berlim sitiada, cuja história encontramos no belíssimo filme “A Queda” -, da trama elaborada para assassinar Hittler e dar um “golpe de estado”, livrando asssim a Alemanha de uma derrota cachapante, além de uma imensa vergonha nacional. Foi um dos episódios marcantes no período final da Segunda Guerra, demonstrando o grande descontentamento dos oficiais e civis aos rumos militares e políticos tomados por Hittler e seus asseclas.
Um dos pontos altos do filme é a precisa recriação da Alemanha na década de 40, bem como a vestimenta militar alemã do período. Confesso que não prestei tanta atenção às honrarias e medalhas dos oficiais que apareceram em cena, mas, a priori, estão basicamente corretos. Mesmo assim, não esperem um filme clássico de guerra com cenas de ação e explosões pois não é essa sua intenção, mas um pretenso relato fiel do ocorrido. Ademais, não consigo me esquecer, mesmo nada disso ter sido retratado no filme, que o Brasil também lutou nessa guerra enviando 25mil soldados da Força Expedicionária Brasileira para a Itália, entre eles inúmeros bauruenses.

Ilustração de Wall Disney do símbolo da FEB
Não tenho em mãos, no momento, o número exato de pracinhas bauruenses que lutaram na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, mas foram mais de 20 soldados – nem todos, entretanto, tendo efetivamente entrado em combate. Bauru conta com uma Associação dos Ex-Combatentes na Rua Bandeirantes, uma quadra do colégio São José (lembro de ser lá, alguém tem outra informação?). Recordo de estar por lá a muitos anos atrás para um bate papo informal, a ouvir grandes histórias de heroísmo, como a de um ex-combatente (que infelizmente não me recordo de seu nome) que narrava como adquiriu suas inúmeras feridas provocadas por estilhaço de morteiro ao carregar, nas costas, um companheiro ferido para a retaguarda. O saudoso Pr. Lima, que em 2 ocasiões no passado foi pastor substituto da Igreja Batista Bereana, entre outras, lá era conhecido como Capitão Lima, também ex-combatente.
Histórias como essa devem ser resgatadas para homenagear nossa história local. Quando eu prestava o serviço militar obrigatório, tive o privilégio de desfilar na re-inauguração da Praça dos Expedicionários, no Bela Vista, em frente à TV Globo, e recordo vivamente do grande número de pracinhas que conosco desfilaram. Esse número tem caído drasticamente, devido em grande parte a idade avançada destes homens. Você conhece alguma bela história para nos contar? É amigo ou parente de um algum pracinha bauruense? Compartilhe conosco sua história aqui no blog.
PS: Quanto ao título do post, deve-se ao grande encanto que o compositor Richard Wagner exercia sobre Hittler, o considerando um grande nacionalista alemão e, também, pelo ódio compartilhado contra os judeus.








