Maldade: Assassinaram nossa gata Pitoca
Há tres anos, de manhãzinha, ao sairmos para o trabalho ouvimos um miado dolorido. Procuramos e encontramos uma gatinha muito pequena, recém nascida, sem raça definida, malhada de preto e branco, que ali fora deixada por alguém que imaginou que pudéssemos cuidar dela.
Aparentava estar com doença de pele, embora não tivesse mais que 15 cm. Levamos à veterinária, Dra. Jane, na Av. Nossa Sra. de Fátima, que confirmou nossas suspeitas e receitou um creme, que deveria ser passado 3 vezes ao dia.
Fiz isso durante uns 10 dias e percebemos que os pêlos voltaram a crescer, enquanto ela ficava cada vez mais arteira, dando a nós a alegria de vê-la brincando pelo quintal. Compramos uma cesta pra ela dormir, vasilhas e ração da melhor. A Dra. Jane cuidou das vacinas e logo depois do primeiro cio, procedeu a castração, pois como se sabe, felinos são rueiros, gostam de explorar e no cio, procriam como coelhos.
Talvez em função dessa proximidade, a Pitoca, como a chamávamos, não se aventurava. Estava sempre próxima à nossa casa, às vezes entrando na garagem de algum vizinho, mas logo voltando pra casa.
Na última sexta-feira, durante a tarde, um dos meus vizinhos envenenou nossa Pitoca. Ela morreu em frente à casa de um outro vizinho, que veio me avisar por volta das 19 horas. Fui buscá-la e ela ainda estava quente!
Fiz o enterro dela em área apropriada.
Que tristeza não a vermos mais sobre os carros, vindo correndo até a porta quando acordávamos, escondendo-se nos lugares mais impossíveis dentro de casa. Enfim, só dando alegria em troca da ração e da pseudo segurança que nossos muros proporcionavam.
Apenas um gesto de alguem maldoso, de mau caráter, foi suficiente pra matar nossa gatinha. Deram veneno a ela, pois o tal vizinho disse que quando foi me chamar ela ainda estava respirando, arfando.
Que tipo de ser humano é esse, que prepara friamente o assassinato de um ser indefeso, que acreditou que iria receber dele algo gostoso? Se eu descobrir quem foi, denunciarei a quem de direito, para que ele não fique impune. Até lá, fica nos desígnios de Deus, pois os animais também pertencem ao seu reino.
Enquanto isso, fica a ausência preta e branca de suas brincadeiras, e curtimos a nossa dor, nossa saudade da Pitoca.







