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BauruBlog se fixa como veículo de comunicação

Postado no dia 2/junho/2009 em Cultura, Mídia por Glauciana Nunes

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A web 2.0 está revolucionando o modelo clássico de comunicação. A relação emissor-receptor há muito deixou de existir naquela linha reta e, tanto comunicadores como o público que recebe a comunicação, devem se ajustar ao modelo que as novas mídias digitais imprimem na sociedade.

Um ótimo exemplo para isso é que o BauruBlog recebeu, essa semana, um e-mail de um leitor de Bauru, que não se identifica, mas diz que é assinante do Jornal da Cidade há mais de 20 anos. Esse leitor se queixa do mau atendimento que o diário lhe presta ultimamente e pergunta se há um modelo de assinatura do BauruBlog.

Apesar de ficarmos surpresos com a mensagem, também ficamos muito satisfeitos, porque escrevemos para o BauruBlog porque gostamos, não somos profissionais formados em Jornalismo, e criamos um mecanismo de informação livre, voltado para levar informação a diversos segmentos de público.

De acordo com Paulo Milreu, idealizador do BauruBlog, essa mídia feita por cidadãos comuns pode ter mais história e ser, em alguma medida, mais real. E esse é um dos pilares do Jornalismo Cidadão, tão em voga ultimamente. “As pessoas querem ouvir histórias contadas por quem a viveu, esteve lá perto e fala como parte do processo todo“, afirma Paulo.

Em resposta a esse leitor: Baurublog não tem assinatura, porque não se considera um jornal, apesar de levar informação baseada em fatos a quem procura saber sobre a cidade. E, ouso dizer, que até hoje o BauruBlog tenha passado despercebido pelos veículos da imprensa tradicional de Bauru, mesmo tendo mais de 4 mil acessos por mês (4.218 exatamente, nos últimos 30 dias).

O que nos deixa felizes e satisfeitos é que a imprensa solidificada da cidade pode fazer vistas grossas ao que o BauruBlog se pretende fazer, mas os leitores não. E aí mora a nossa recompensa!

Como vai o senhor, professor?

Postado no dia 25/maio/2009 em Sociedade por Glauciana Nunes

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Nesse fim de semana estive em Bauru e uma das minhas longas conversas com uma pessoa girou em torno da educação municipal.

Mas, dessa vez, a tônica do assunto não era o descaso dos governantes em relação à educação, nem a falta de merenda ou material e nem o conceito pedagógico.

Durante todo o sábado e o domingo ouvi relatos de uma pessoa, que prefere não se identificar, que refletem a falta de treinamento dos educadores da rede municipal bauruense.

É claro que não podemos generalizar, já que esses relatos se referem a apenas uma escola da cidade e a amostragem não seria adaptada à realidade das tantas EMEIIs (Escolas Municipais de Ensino Infantil Integradas) e EMEIs (Escolas Municipais de Ensino Infantil) de Bauru. De qualquer forma, estamos falando de um total de, mais ou menos, 500 crianças.

A queixa que eu ouvi foi que as professoras dessa escola agem, por vezes, de forma relapsa em relação aos cuidados com os alunos. Por exemplo, só escovam os dentes das crianças que comeram a merenda. Perguntam em alto e bom som: “Fulano, você comeu sua merenda?”. Se a criança diz que não, a professora a manda sair da fila. Tal atitude, de acordo com minha fonte, é porque as professoras não têm paciência de fazerem a higiene bucal de todas as crianças e acabam por diminuir a fila na hora da escovação.

Outro relato que ouvi foi que a prefeitura envia material pedagógico para trabalhos em sala de aula: cadernos, giz de cera, livros para colorir, massinha, tinta atóxica e lavável e outros tantos materiais para o desenvolvimento educativo-motor das crianças, mas esse conteúdo não é devidamente aproveitado, porque as professoras preferem manter as turmas em frente à TV, já que seria mais fácil controlá-las entretidas ali.

E, por fim, ouvi – o que considero pior – que em dias mais frios ou chuvosos as professoras “torcem” para que as mães não levem seus filhos à escola. Porque, justamente nesses dias fica inviabilizada a permanência dos pequenos no parquinho, fazendo com que o corpo pedagógico da escola tenha que ter mais criatividade na programação diária dos alunos.

Enfim, esse talvez não seja um texto jornalístico, porque não estou citando a fonte e nem o nome da escola. Mas, talvez seja um texto escrito por uma cidadã, que é mãe de um aluno em idade escolar. O que esperamos da escola? Que papel a escola tem na vida de uma criança que passa mais tempo ali do que em casa?

A “culpa” pela falta de empenho dos professores é deles? É do município? É do nosso sistema educacional? É dos baixos salários da categoria? Não sei responder e também não estou julgando aqueles educadores. Só estou relatando um fato que me assusta e quero dividir com a sociedade bauruense, pois acho que, pelo menos colocando em discussão, a gente já consiga fazer algo. Ou, pelo menos, pensar em algo.

Rodrigo Agostinho também toma cerveja

Postado no dia 14/abril/2009 em Comportamento, Política por Glauciana Nunes

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Neste feriado da Páscoa, meu amigo Allan Weslei Pereira, cidadão e eleitor bauruense, estava aproveitando seus dias de descanso passeando pela cidade.

Na sexta-feira santa, feriado nacional, por volta das 16 horas, foi abastecer seu carro no posto Select – da Avenida Nações Unidas ao lado do supermercado Paulistão – e encontrou sentado em uma das mesas o prefeito Rodrigo Agostinho.

Acompanhado de duas moças, o prefeito conversava e tomava cerveja. Allan observou que já deviam estar ali há algum tempo, pois tinham várias latas vazias em cima da mesa onde estavam.

Desse encontro nasceu uma conversa bem interessante entre nós: qual é a linha que separa um prefeito, um homem público, em um feriado, quando não há expediente municipal, de uma pessoa física, comum, que tem direito ao lazer? Quando esses papéis se confundem?

Essa é uma polêmica que gira em torno das pessoas públicas de nosso país. Vira e mexe sai na imprensa que tal jogador de futebol foi flagrado na balada bebendo ou que tal atriz que trabalha com criança foi fotografa nua. E, geralmente, essas notícias são carregadas de cobrança e reprovação.

A polêmica da vez é a publicidade da cerveja Brahma, veiculada na televisão, com o jogador Ronaldo. José Roberto Torero escreveu hoje, 14/04, na Folha de São Paulo, (e Juca Kfouri reproduziu em seu blog) sobre o fato. Torero foi claro e direto: “Jogador fazer propaganda explícita de cerveja não dá. Passa da conta.”

As personalidades também não são pessoas comuns, que têm direito ao lazer? Que no momento em que não estão trabalhando podem, sim, tomar cerveja, ir pra boate, posar nu? Que podem aproveitar a imagem que construíram perante o público e faturar com publicidade?

Em contrapartida, será que essa vida pública não os limita a viver de forma mais discreta? Será que têm o direito de tomar uma cerveja no posto, com a cidade com tantos problemas administrativos?

Eu tenho a minha opinião. E ela é: acho, sim, que eles são pessoas comuns e que podem ter o direito de fazerem o que quiserem em seus momentos de lazer. Entretanto, devem ter a consciência de que podem ter de aguentar a consequência de suas ações.

E você, o que acha disso? Se encontrasse o Lula tomando uma cerveja no posto da esquina, faria o quê? Dê a sua opinião!

Dia das Mulheres: o anti-heroismo feminino

Postado no dia 5/março/2009 em Comportamento por Glauciana Nunes

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Devo ser uma mulher às avessas. Não gosto do Dia das Mulheres. Serei queimada em praça pública como queimaram os sutiãs por essa afirmação, assim, à queima roupa?

Elas lutaram tanto por direitos iguais, para serem tratadas com respeito e reconhecimento. Foram à forra, estão conseguindo bons salários, têm força política, ocupam a mesma, ou até mais, autonomia em relação ao controle familiar.

As mulheres, ao longo dos séculos, vêm conseguindo fazer uma revolução na sociedade. Conseguem dia-a-dia, ação-a-ação, luta-a-luta fazer que as enxerguem como seres-humanos completos, dotados de competência e força, sensibilidade e emoção.

E aí me questiono: porquê existe um dia para mulheres? Concordo que realmente tenhamos que comemorar a nossa emancipação e que nos solidarizar com a causa, principalmente daquelas operárias que foram assassinadas na fábrica de tecidos em 1857, nos Estados Unidos (daí a homenagem pelo Dia Internacional da Mulher).

Agora, festejar o 8 de março como o meu dia, eu não consigo. Me soa como a afirmação do preconceito. Como se realmente fôssemos menores em algum aspecto para precisar de um dia para enaltecer.

Além do que o fator comercial é o que sustenta esse dia, pelo menos aqui no Brasil. É só passar o carnaval para a publicidade começar a bater forte no presente para a mãe, a namorada, a filha, a colega de trabalho…

Não estive em Bauru nesses últimos dias, mas aposto que as vitrines do Bauru Shopping e da Batista de Carvalho devem estar cheias dos mais variados apelos. O Dia das Mulheres é o mote comercial da vez, antes da Páscoa e do Dia das Mães.

Bem, pode ser que muitas mulheres discordem de mim e é natural. Mas, fica aqui o meu manifesto para o Dia Internacional da Mulher!

Saúde em Bauru anda mal das pernas

Postado no dia 2/março/2009 em Política por Glauciana Nunes

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Não é de hoje que percebo um certo problema com a saúde em Bauru. Aliás, esse não é um problema só da nossa querida Cidade sem Limites, mas do país como um todo. Não saberia listar as causas da saúde brasileira estar na UTI, mas provavelmente seria um conjunto de situações históricas, econômicas, culturais, políticas e sociais.

O Jornal da Cidade publicou hoje que o Ministério Público instaurou um inquérito para analisar o problema de falta de vagas para consultas em determinadas especialidades médicas. O MP vai investigar porque tantos cidadãos chegam a esperar meses para uma consulta na rede pública.

Sei que a falta de médicos e infra-estrutura no SUS é assustador, mas vejo que os problemas relacionados à saúde em Bauru extrapolam a rede pública. Algumas especialidades médicas cobertas pelos convênios, sobretudo pela Unimed e pela Beneplan, também deixam a desejar.

Eu mesma já passei pela fila da marcação de consultas. Sempre tive Unimed e já cheguei a enfrentar um mês e meio de espera para um encontro com o ginecologista. Tenho pessoas na família que possuem Beneplan e também acabam na mesma lotação de agenda. A saída, nesses casos, quando é algo que não pode aguardar tanto assim, é apelar para o pronto-atendimento.

E por falar em PS, tempos atrás precisei ser atendida em Bauru. Como atualmente moro em São Paulo e tenho Medial, como plano de saúde, fui para o Hospital Beneficência Portuguesa, já que é o único que atende este plano.

Não me queixo do atendimento nem da demora, pois fui bem recepcionada e atendida pelo médico plantonista. Entretanto, aquele hospital precisa de mais atenção. Como pode um espaço tão tradicional na cidade estar caindo aos pedaços?

Os leitos estão enferrujados, os cobertores surrados, a pintura da parede descascando, por conta da umidade… me senti em um hospital público. Acho que caberia um investimento mais pesado nessa parte, afinal a Beneficência Portuguesa – embora tenha perdido o posto de hospital do momento para o Hospital da Unimed – ainda é um ponto de referência muito forte em Bauru.

Em geral, acho que a atual gestão deve ficar mais atenta à esses problemas em nossa cidade. Que o secretário municipal da Saúde, Fernando Casquel Monti, consiga fazer com que a saúde saia da UTI. Tomara!