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Manifesto de artistas de São Paulo.

Postado no dia 28/abril/2009 em Comportamento,Cultura,Generalidades,Política por José Vinagre

 

 

 

 

 

 

 

 

Tomo a liberdade de reproduzir abaixo, manifesto de artistas que culminará com ato ao ar livre nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo na próxima sexta-feira (01/05).

Fica como exemplo de mobilização para os artistas bauruenses. Tenho recebido reclamações constantes sobre a condução da secretaria municipal de cultura de Bauru, mas, sinceramente, não se deve dar crédito a manifestações anônimas ou apócrifas.

Se existem problemas com a SMC e acredito que existam (vejam www.mafuadohpa.blogspot.com), o debate deve se dar de forma clara e aberta, sem críticas pessoais mas no campo das ideias. 

 Aí vai: 

 

Manifesto do Movimento SOMOS CULTURA

Pela Discussão Ampla e Livre da Cultura

Um Ato a Céu Aberto

 SOMOS CULTURA é um movimento dos artistas e da população brasileira. A Constituição Brasileira, no seu art. 215, propõe que “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”. Por isso propomos o 1º. de Maio SOMOS CULTURA.

 Nossa preocupação é garantir um orçamento digno para o desenvolvimento da produção cultural do país. Queremos garantir que o artista, verdadeiro produtor dos bens culturais, tenha acesso a esses recursos através de mecanismos justos e idôneos. Queremos que a população brasileira desfrute finalmente do direito constitucional da fruição dos bens culturais democraticamente distribuídos, resultando em pluralidade de CRIAÇÃO E OPINIÃO E NÃO DISTORCIDOS PELAS DIFERENÇAS ECONÔMICAS QUE ESTABILIZAM PRIVILÉGIOS.

 SOMENTE ATRAVÉS DA DISCUSSÃO ABERTA COM OS ARTISTAS E A SOCIEDADE BRASILEIRA poderemos compreender em que medida a ampliação dos recursos para a atividade cultural nacional contribuirá para a transformação social democrática do País. A Cultura envolve, sobretudo, nossos bens imateriais. A discussão dos bens culturais pertence a toda a sociedade brasileira.

 A Proposta de Emenda à Constituição 150/2003 (PEC 150), apresentada ao Congresso em 03 de Setembro de 2003, dispõe que “a União aplicará, mensalmente, nunca menos que 2% da receita tributária na preservação do patrimônio cultural brasileiro e na produção e difusão da cultura nacional”. Em 31 de março de 2009 foi criada a Comissão Especial de Tramitação, que dará parecer conclusivo à PEC. A produção cultural já significa 5% do PIB nacional, mesmo dentro do quadro de injustiça social dessa produção. Estaremos lutando a favor da aprovação da PEC 150 no Congresso Nacional

 O Ministério da Cultura abriu a agenda de discussão para as mudanças na Lei Rouanet, que podem transformar o modelo atual de produção cultural. A discussão pública das mudanças na Lei Rouanet, à luz do dia, significa um instrumento posto a serviço da Sociedade Brasileira. Todas as regras do jogo devem ser conhecidas.

 Nesse quadro de mudanças da Lei Rouanet, o Fundo de Cultura disponibilizará novos recursos para a democratização da produção cultural.    Como? Com quais critérios de avaliação das obras? Qual a garantia de idoneidade na distribuição dos recursos e na prestação de contas? É preciso participar dessa discussão.

 Esse é o momento que exige uma mobilização social responsável e participante.

Todo artista deve estar presente.

A sociedade civil deve fazer parte desta discussão.

A exigência de uma política para garantir a economia sustentável da atividade cultural envolve todo cidadão brasileiro.

 Dia 1º. De Maio, Dia do Trabalhador, será também o dia do trabalhador da Cultura. O Movimento SOMOS CULTURA, criado pela Comissão de Mobilização da PEC 150, convoca todos os trabalhadores da cultura, trabalhadores brasileiros e a sociedade civil para um dia de Manifestação e Vigilância.

 O Ato a Céu Aberto da Cultura ocorrerá nas escadarias do Teatro Municipal, às 10,00 horas da manhã.

 Ao assinar este Manifesto, você se torna mais um cidadão-artista, engajado na luta da pluralidade e democracia das manifestações culturais do País. Assine. Venha. O momento é agora.

 Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo – SJSP

União Brasileira dos Escritores – UBE

Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo – Sated/SP

Associação Paulista de Imprensa – API

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Associação dos Repórteres Fotográficos do Estado de São Paulo – ARFOC

Sindicato dos Advogados de São Paulo -

Central Única dos Trabalhadores de São Paulo – CUT/SP

Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo

Associação dos Professores do Estado de São Paulo – APEOESP-Carlos Ramiro de Castro

Associação dos Cristãos para a Abolição da Tortura – ACAT Brasil (órgão da ONU)

Secretaria de Cultura do PT no Estado de São Paulo

Associação Brasileira de Propriedade Intelectual dos Jornalistas – Apijor

Associação Mais gente

Literatura Urgente

Mobilização Dança

Cooperativa de Cultura Popular

Instituto Nova Agora de Cidadania – INAC

Associação Comunitária Monte Azul.

Instituto Pólis

H2 M.O.R-HipHop Movimento Organizado de Rua

Grupo MAWACA

Associação Nacional dos Canais Comunitários

Instituto Entreatos Promoção Humana

Associação Amigos do Minhocão

Centro Cultural Vila Madalena

Centro Cultural Pompéia

Associação de Multi Entidades de Paraisópolis

Diretório Zonal do PT de Pinnheiros

Espetáculo de Tango e Bolero chega a Bauru na próxima semana.

Postado no dia 14/abril/2009 em Comportamento,Cultura,Lazer por José Vinagre

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Conheci Ruben Ali quando eu  ainda ocupava a secretaria de cultura de Bauru. Argentino, representante da Câmara de Comércio Brasil Argentina em São Paulo, tinha acabado de montar um espetáculo com mais de 20 artistas (bailarinos, músicos, cantores) todos de seu país, visando divulgar um pouco da cultura portenha. Daquela vez, por problemas de pauta no Teatro Municipal, não foi possível a sua vinda a Bauru.

Felizmente, principalmente em razão do sucesso da turnê do ano passado, o espetáculo foi remontado e estreou no final de março no Memorial da América Latina, em São Paulo (fazendo parte das comemorações dos vinte anos do Memorial). E melhor ainda, chega a Bauru na próxima quarta-feira (22/04), as 20:30h, em nosso Teatro Municipal.

Uma verdadeira viagem pela história do tango e do bolero, com músicos de primeira (inclusive com um bandoneon) e três casais de bailarinos. Imperdível.

E tem uma história interessante. Faz uma homenagem a Alfredo Lê Pera, principal parceiro e letrista de Carlos Gardel, que na verdade é nascido em São Paulo. Realmente não dá para deixar de ver um pouco do verdadeiro tango, só encontrado nas Milongas em Buenos Aires.

Emenda de Vicentinho possibilita início de recuperação de antigas estações ferroviárias.

Postado no dia 6/abril/2009 em Cultura,Generalidades,Política por José Vinagre

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Na última sexta-feira (03/04) lendo o Jornal da Cidade, fiquei sabendo que, finalmente, emenda no orçamento da União proposta pelo deputado federal Vicentinho (PT – SP), teve seus recursos liberados pelo Ministério do Turismo. Tais recursos serão destinados para a recuperação da antiga estação de Tibiriçá e para o começo das reformas da antiga estação da Paulista (localizada no início da Rua Rio Branco).

Tal emenda foi negociada na gestão do prefeito Tuga Angerami, quando, ainda, o município não podia receber recursos do Governo Federal. Não poderia deixar de registrar o mérito de algumas pessoas que mesmo sabendo da impossibilidade momentânea do município, correram atrás da elaboração de projetos e até o último momento da administração se envolveram com o objetivo de liberação dos recuros. Todo empenho foi recompensado, pois no último dia da gestão anterior o ex-prefeito assinou o convênio com o Ministério do Turismo.

Partciciparam desse esforço, não citado na reportagem do JC, o diretor, à época, do Departamento de Proteção ao Patrimônio Histórico, da Secretaria   Municipal de Cultura, Henrique Perazzi Aquino, o administrador da regional de Tibiriçá, Edson Cavalieri, Ricardo Bagnato (Associação dos Amigos dos Museus) e Celso, liderança do assentamento Terra Nossa em Pederneiras. Não posso deixar de citar, também, o envolvimento decisivo de vários funcionários da Prefeitura Municipal como o Edi (SEPLAN) e Niquerito (finanças).

Foi uma luta de pelo menos um ano, que demonstra o desapego de alguns, pois mesmo tendo o conhecimento que os recursos não seriam utilizados naquela gestão  se empenharam até o fim, sabendo que o estavam fazendo em prol de nossa cidade.

Parabéns a todos e que os atuais dirigentes da cidade tenham a sabedoria e o bom senso necessários para a boa utilização dos recursos (R$ 195.000,00).

Toni Pires, a Antártida e Bauru.

Postado no dia 23/março/2009 em Cultura,Generalidades por José Vinagre

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Talvez o leitor esteja se perguntando qual o sentido do título acima. Na edição de ontem (22/03)  da Folha de São Paulo foi encartada uma revista especial, com uma reportagem mais que especial, entitulada “No Coração da Antártida – Folha Acompanha Primeira Missão Científica Brasileira ao Interior do Continente Gelado”. Tal reportagem foi encabeçada pelos jornalistas (primeiros jornalistas brasileiros a pisarem o interior do continente gelado) Marcelo Leite e Toni Pires (fotojornalista).

Bom, legal, mas e daí?

Toni Pires, 43 anos, é de Bauru, mais precisamente, da Vila Cardia. Após anos em São Paulo, onde chegou a editor de fotografia da Folha, agora se dedica a projetos especiais como a da reportagem citada acima. Hoje Toni é reconhecido como um dos principais fotojornalistas do país. Acho que pouca gente por aqui sabe disso, a não ser os amigos mais próximos e parentes.

“Foi uma experiência de vida, diferente de todas as outras pautas jornalísticas”, disse Toni. “O frio e o desconforto físico, dizem ambos, acabaram eclipsados”. Quem não teve chance de ler a reportagem fica aqui a recomendação.

E fica aqui, também, uma homenagem ao bauruense Toni Pires.

Feira de Artesanato Ubá….abandono.

Postado no dia 10/março/2009 em Cultura por José Vinagre

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No último domingo (08/03) estive na Feira de Artesanato Ubá, tradicional evento cultural (tem mais de cinco anos) de nossa cidade e que acontece sempre no segundo domingo de cada mês no Parque Vitória Régia . Tive uma surpresa desagradável. Contrastando com a alegria colorida e a beleza do trabalho artesanal exposto nas diversas barracas (tudo artesanato puro, atestado pela SUTACO) o total abandono do Parque Vitória Régia (grama pelos joelhos), a ausência das tradicionais atividades culturais e a falta de banheiros químicos para uso, principalmente dos artesãos, mas também da população que visita a feira.

Fico imaginando a presença de algum visitante em nossa cidade, atraído pela diversidade e qualidade de nosso artesanato, deparando-se com aquela cena.

O investimento com essa estrutura mínima (banheiros, som, algum atrativo extra, como shows e apresentações artísticas) não custaria ao município mais do que R$ 600,00 por mês. Não me parece muito. O artesanato não deve ser encarado apenas como uma atividade cultural, mas também como uma atividade de importância econômica e turística. O Banco do Brasil já percebeu isso e encara a Feira Ubá  como uma de suas protagonistas em programas de desenvolvimento regional. O SEBRAE tem promovido atividades de formação e reciclagem junto aos artesãos.   

Falta a Prefeitura reassumir o seu papel.

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