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De onde chegam tantos investidores a Bauru?

Postado no dia 5/março/2009 em Economia por Renato Cardoso
Bauru num crescendo só

Bauru num crescendo só

Não tirem conclusões precipitadas, pois estou falando de investimentos da iniciativa privada, que não param de chegar a Bauru.

Poucos sabem, mas há uma condição na região, atingindo um raio de Bauru como centro, de duzentos quilômetros, com investidores que naturalmente optam por nossa cidade para aplicar suas ricas economias. Agora sim Bauru é a “cidade sem limites”.

Lembram-se quando as aplicações eram dirigidas para São Paulo? Pois é, é chegada a hora e vez de Bauru, daí tanta expansão, até sem critérios quanto à verdadeira demanda.

Mas pensemos: se temos investidores em Bauru de cidades de toda a região, por certo temos consumidores das mesmas cidades, que ajudam a movimentar nossa economia e fazer crescer o nosso P.I.B.

Poucos sabem, mas Bauru será palco da construção de um mega investimento, por parte da empresa que mais aplica em construção de shoppings e agregados no País.

Será num local privilegiado da zona sul e não posso passar mais informações pelas cláusulas de confidencialidade que faz parte do contrato, que me foi apenas informado por um dos sócios do grupo parceiro de Bauru.

Mas há espaços para investimentos de todos os portes. Vejamos:

  1. Zona Norte: o prolongamento da Avenida Nações Unidas até a rodovia Bauru/Marília irá desenvolver nossa zona norte, a partir das áreas às margens de nossa próxima “Nações Norte”. Lá temos vários locais da mais pura beleza, já atestadas pelo saudoso Jurandyr Bueno Filho, que infelizmente não verá junto a nós a obra de seus sonhos. Mas com certeza acompanhará tudo lá de cima;
  2. Zona Sul: a expansão é muito rápida e novos empreendedores não param de chegar. O empreendimento acima citado irá valorizar ainda mais os imóveis da zona sul, especialmente os situados nos condomínios fechados;
  3. Zona Leste: há um investidor querendo construir um grande condomínio na região próxima à UNESP, mas há reações de ambientalistas e dos nem tanto, porque há uma consciência generalizada, quanto aspectos ecológicos. Pensemos naquela região como palco de equipamentos turísticos voltados ao público infantil, aproveitando o alto prestígio do Zoológico e Jardim Botânico. Que tal um “Parque da Mônica”?;
  4. Zona Oeste: vai de vento em popa e construções ocupam vazios entre a ferrovia e Hípica, construções essas das chamadas classes CDE, por meio da Caixa Econômica Federal e outros repassadores de dinheiro do sistema financeiro, com base em aplicações em caderneta de poupança.

Mas não se sintam plenamente informados, porque tem muito dinheiro chegando, por um caminho pouco sabido e desconfiado, e para a administração municipal realizar todas as obras reivindicadas pela população.

Bauru será outra daqui a cinco anos. Cobrem-me.

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9 Comentários para 'De onde chegam tantos investidores a Bauru?'

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  1. em 6/março/2009 às 16:37

    Boas notícias, amigo Renato.

    Infelizmente o efeito desses investimentos não se fazem notar. Não se filtram para o dia-adia da cidade.

    A realidade que se apresenta aos olhos é de uma cidade massacrada e ferida pela decadência física.

    Por onde passo [falo da zona sul, onde vivo] só vejo mato, lixo e detritos em todo e qualquer terreno baldio; mato crescendo nas calçadas rachadas e esburacadas [o espaço da cidadania]; água preciosa escorrendo pelas ruas; proliferação desordenada de espaços comerciais [aboliu-se a noção de bairros residenciais]; ocupação imobiliária irregular; colônias crescentes de insetos transmissores de doenças infecto-contagiosas [dengue, leishmaniose]; sossego público desrespeitado; autoridaders ausentes/incompetentes, etc, etc, etc. Eu poderia continuar enumerando nossos males, mas não quero abusar do espaço de seus servidores.

    O panorama que se vê em Marília, Campinas, SJR Preto [e, eu diria, até mesmo em certas regiões da Capital] é de constante renovação e vívido senso de progresso. Minha amada Bauru está muito longe dessa realidade. Saudosa é a linda cidade de minha juventude, dilapidada por uma geração de políticos inescrupulosos e/ou inoperantes, e políticas públicas nefastas.

    Espero que esses investimentos venham nos redimir.

    Abraços e boa sorte.

    EBM


  2. em 6/março/2009 às 16:38

    Renato. Desejo, de verdade, que voce esteja certo nas suas projeções, pois desculpe-me, já ouvi esta história antes por diversas vêzes. Quer alguns exemplos mais recentes? Aquele tal shopping que iria sair na Marcondes Salgado onde funcionava a fábrica da Antárctica, cadê? Quer mais um: aquele outro mega shopping que seria construído na Rodovia Bauru Ipauçu, e que segundo soube, os investidores desistiram. Mais um, e mais antigo: o projeto de ligação da Getúlio com o Wall-Mart. Sem querer ser cético, mas realista, muito difícil o “mundo”, de uma maneira geral, estar sentindo os efeitos da recente crise que estourou nos Estados Unidos, e em razão disto estarem mais comedidos ou menos ousados, e Bauru seguindo no contra-fluxo. Tomara, tomara mesmo que eu não esteja correto, e sim voce.


  3. em 6/março/2009 às 16:55

    O shopping anunciado para a Nações Unidas, próximo à rodoviária, de fato não deverá sair por questão particular dos investidores, as quais não me compete comentar. Eram várias empresas que se uniriam e partiriam para um empreendimento de múltiplo uso.
    O mega empreendimento anunciado para uma ampla área, em fazenda de um tradicional “árabe”, é o mesmo que deverá sair em área que certamente promoverá desenvolvimento mais ordenado para Bauru.
    O que escrevi está embasado em conversa com o representante de uma das partes que já se acertam com contrato firmado e com cláusula de confidencialidade. Algo muito coerente e sem que precisemos recorrer àquela medida tomada pelo Prefeito Tuga, de ampliação da área urbana. O local já está pronto, definido, com documentação pronta e os proprietários da mesma em dia com os impostos.
    Só não garanto sua efetiação porque não estou envolvido diretamente e não tenho o dinheiro para a construção de empreendimento tão vultuoso. Tomo por base o que está em contrato, conforme foi-me dito por quem assinou.


  4. em 6/março/2009 às 17:07

    Eraldo, concordo em grande parte com suas considerações e concordo também que há uma expansão desornenada na cidade. Quanto ao estado de ruas e avenidas, tarefa do poder público que ficou à deriva por mais de vinta anos, sei que teremos providências em breve para o saneamento.

    Pensemos: Bauru praticamente foi à falência e, sem crédito e ficou sem receber recursos da esfera federal por mais de 15 anos (não me lembro qual foi o último).

    Agora Bauru passa da categoria j para caegoria a na escala de avaliação de crédito pela Caixa Econômica Federal. Equivale dizer que estamos aptos a buscar dinheiro em Brasília de pronto. Há dinheiro sobrando para Bauru e virá com toda certeza. Claro que virá com destino carimbado, mas há uma linha de crédito para infra-estrutura e por esta linha poderemos ter a cidade “reformada” e voltando a ser aquela de nossos sonhos (financiamento com prazo de 20 anos e carência de 10), pelo DENIT.

    O problema está no aspecto de nossos administradores públicos não se aterem a projetos bem elaborados e em confirmadade com que está escrito na lei de responsabilidade fiscal.

    Sei que já estão sendo tomadas as medidas para ter essa questão em conformidade e confio na liberação de nossa CEF de recursos para recuperação de galerias e asfalto.

    Continuando otimista, observe que, na Avenida Getúlio Vargas, as empresas recém instaladas, são de grandes marcas, grandes grupos, maioria de fora, que chegam com novas grifes e até mesmo novos produtos.

    Bauru está deixando de ser proviíncia e ter um comércio interiorano. Só por aí acredito na demanda.

    Quero continuar com meu otimismo e quero em breve comemorar com você umas conquistas que estão a caminho, que por certo corrigirão todos os seus apontamentos.

    E combinemos uma festa com um belo tango, tão bem interpretado por você.

  5. Klaudio Cófanni disse,

    em 8/março/2009 às 23:01

    Eu, particularmente me preocupo sempre com a sustentabilidade dos negócios. Para os vários que ainda reclamam das adequaçoes ambientais eu ME APRESENTO para mitigar as dúvidas, expor e explicar as necessidades por trás da exigência legal e também as possíveis alternativas – economicamente viáveis – para se expandir , construir e Progredir SEM DESTRUIR o hoje e o amanhã. Não sejamos imaturos, a maioria dos engenheiros, arquitetos e empresários são “pouco experientes”em questões ambientais. E como “narciso acha feio o que não é espelho”, esses que desconhecem, discordam do que não conhecem. Outros que conhecem, aproveitam as regras de mercado e cobram mais caro por ações que podem ser mais baratas. Os que defendem “uma Bauru melhor”muitas vezes colidem com os que querem investir em “uma Bauru melhor”, DESDE que para eles sejam garantidos “uma Lucratividade imediata MUITO maior”. Ou seja, não basta lucrar, há que se lucrar MUITO mais. O lucro é a finalidade de todas as empresas privadas. ele deve ser defendido e protegido, para tenhamos dinamismo e avanços mais rápidos em nossa sociedade. MAS há ainda uma mentalidade – e uma viciada e permissiva prática – de se “comprar” a opção mais barata, mesmo que esta seja menos Sustentável a longo prazo para a sociedade e mais Lucrativa de imediato para o empreendedor. Sem contar que as vezes essa “opção mais barata” pode ser uma licença menos rigososa. Neste aspecto, CONFIO integralmente nas várias pessoas que atuam no Condema, Ibama, Dae, Daee, Deprn, Cetesb, Sema em nossa cidade. Bem como confio no controle social exercido pelo Vidágua e por outras pessoas e entidades vocacionadas que atuam em nossa cidade. Nas próximas décadas a temperatura vai subir MUITO MAIS. Se queremos INVESTIR EM BAURU, obriguemos a inteligência avencer a ganância: Sejamos rigorosos com a manutenção, preservação e recuperação de nossas fontes de água, nossos remanescentes arbóreos e nossas paisagens ( ainda) naturais. Infelizmente para o empreendedor que deseja construir perto da Unesp, na Floresta Urbana da Água Comprida, sua atividade lucrativa se opõe a SOBERANA supremacia do interesse público de MANTER A FLORESTA preservada. E por sinal, o novo Plano Diretor de Bauru já em vigência, estabelece que esta é uma ARIE – Área de Relevante Interesse Ecológico. Percebem? O problema não está nos “defensores do meio ambiente”, mas sim nos “teimosos gananciosos que preferem desobedecer ou mudar as regras para ampliar seu lucro imediato”. É nessa hora que os tais “grupos de poder” se articulam e manipulam informações para a opinião pública ser induzida e subverter a hierarquia de seus interesses submentendo-a a falsos argumentos insustentáveis. MAs o PROGRESSO, digno desse nome, só pode ser admitido com os conceitos do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL dentro deles. Isto não é difícil, é diferente. E falta gente competente. E sobre gente negligente. E quem sofre é a gente. Há alternativas e eu – bem como muitos outros – podemos colaborar sem destruir o lucro ou a natureza.


  6. em 9/março/2009 às 10:44

    Concordo em número, grau e gênero com o que você disse sobre o oportunismo e ganância de muitos que não respeitam a nossa riqueza ecológica e parte com tudo para ver seus empreendimentos realizados.

    Mas observe que em meu post, digo que há
    1- há um megaempreendimento pronto para ser lançado na zona sul em área hoje de pastagem;
    2- na zona norte teremos o prolongamento da Nações Unidas, cujo projeto já passou pelo COMDEMA (caso não esteja enganado) e aí é que devemos entrar todos para ver as áreas em volta se poderão possivelmente ser agredidas;
    3- na zona leste concordo que devemos preservar a mata ao lado da UNESP e impedir construção de um condomínio;
    4- na zona oeste os espaços estão sendo preenchidos por residências das classes cde, da ferrovia até chegando próximo ao Recinto Mello Moraes, podendo ir em direção a Piratininga, o que não haverá problemas quanto a desmatamentos, porque lá também só temos pastos. Vejamos o lado social, porque aquela região tem sido a opção de uma classe na faixa dos 25 aos 35 anos, que adquirem suas residências com financiamentos de recursos oriundos da caderneta de poupança.

    Sou de uma consciência ecológica sem igual e luto para que nossas reservas, bacias, nascentes, etc. sejam preservadas. Estou com você em suas colocações, mas nossa expansão está para ocorrer por meio civilizado e respeitoso.

    Outra região que tende a expandir é a ao lado do aeroporto, ainda sem sentido, com pastagens em ampla área. Lembrem-se que o Senador Mercadante aqui esteve, em fase de campanha eleitoral, e deixou o recado, que foi dado pelo então verador Agostinho, de que poderíamos ter lá a Zona de Livre Comércio (nada mais foi dito a respeito).

    Deixe o mato crescer em paz.

  7. claudinei baltazar disse,

    em 21/março/2009 às 23:25

    Não sou bauruense mas vivo aqui desde 1984 amo bauru e torço pelo progresso desta linda cidade,espero que os investimentos citados acima sejam verdade pois tudo que falam que vai se instalar em bauru não acontece fico contente quando leio ou ouço nos meios de comunicação que a cidade vai ganhar mega empreendimentos mais passa um tempo e não se fala mais nada e ficamos na esperança esses dias mesmo saiu em um jornal daqui que o carrefour estava querendo se instalar em nossa cidade só que faz muito tempo que escuto essa conversa e até hoje nada de carrefour em bauru.

    Bauru precisa de investimentos de verdade.

  8. Joao Godoy disse,

    em 21/janeiro/2010 às 22:06

    Com respeito ao Carrefour Bauru de fato acredito que saira ainda em 2010 provalmente proximo ao Alameda Quality e naquela regiao ainda esta construcao um hotel da rede accor hotels.
    Bauru concerteza caminha para o progresso e recebera investimento em diversas areas, o aeroporto Mussa Tobias sera um aerporto de cargas isso vai atrair muitas empresas a Bauru e sem falar nas novas companias aereas que estao chegando.
    Isso é apenas o começo, Bauru é uma cidade polo, creio que em pouco tempo Bauru ultrapasse cidades como S.Jose R Preto entre outras.

  9. Jorge Cadamurro disse,

    em 3/março/2010 às 11:20

    Infelizmente nada disso é verdade. Vamos analisar Bauru sob vários aspectos e chegaremos as conclusões: uma cidade mal administrada , com políticos amadores há vários anos , corrupção desenfreada , sistema público de saúde completamente obsoleto e falido ,sistema educacional idem, ausência de atividades culturais, excesso de presidios na região atraíndo familias de presidiários e pessoas com problemas com a justiça, proliferação de doenças de 3o. mundo como leishmaniose, dengue e etc. Vê-se somente aumento no número de igrejas exploradoras da fé de um povo totalmente ignorante e de olhos fechados para os acontecimentos a sua volta , sistema viário totalmente sucateado e destruído , saneamento básico terrível em vários bairros ,falta de limpeza pública ( cidade extremamente suja e mal cuidada), graves problemas de segurança pública com altos índices de violência. Grandes empresas como o Carrefour , antes de se instalarem num municipio , fazem pesquisa de mercado , perfil de consumo da população , nível sócio-econômico da região , poder de compra das pessoas , níveis de empregos e salários da região. O que se vê em Bauru são uma grande maioria de empregos de nível de salário mínimo , baixa qualificação profissional , baixo nível técnico e de especialização, os melhores empregos com remuneração bem abaixo de cidades com Rio Preto , Ribeirão Preto , Marília e um excesso de funcionários públicos municipais , estaduais e até federais “encostados” em seus cargos , sem perspectiva de melhora de suas capacidades e funções. Acham que alguma empresa séria vem pra cá??? Sonhem ou então , comecem fazer acontecer…

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