Escuta o mato
Não teria chegado o momento de invertermos nossa forma de raciocinar a expansão de Bauru?
Sempre fomos (ou pelo menos a maioria o foi) favoráveis à expansão da cidade, com mais prédios, mais construções, crescimento, maior cidade, mais ruas, calçadas, esgoto, água, luz, consumo, investimento, despesa, administração.
A pergunta agora é uma só: crescer pra quê? O tamanho de Bauru está ótimo e até já temos congestionamento por aqui. Por quê teríamos uma cidade com próximo a 500 mil habitantes, tamanho criticado por todos os analistas em qualidade de vida? Deixem como está que já está de bom tamanho.
Agora chegam mais investidores de olho em nossa mata virgem (pouco do que ainda existe) e quer por tudo abaixo e deixar em seu lugar torres de apartamentos para não sei quem vir morar em Bauru.
Lembremos Jobim:
“Escuta o mato crescendo em paz
Escuta o mato crescendo
Escuta o mato
Escuta
Escuta o vento cantando no arvoredo
Passarim passarão no passaredo
Deixa a índia criar seu curumim
Vá embora daqui coisa ruim
Some logo
Vá embora
Em nome de Deus é fruta do mato.”
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em 2/dezembro/2008 às 11:19
Grande Renato,
Sim, concordo contigo. É sempre perigoso comparar cidades brasileiras com européias, devido ao tamanho de seus países, mas sempre que amigos europeus descobrem que vivo em um lugar com 360mil habitantes, respondem “Poxa, você mora então em um grande centro urbano!”
Expansão da qualidade de vida, aliado a novas possibilidades de crescimento intelectual e de serviços é bem vindo, claro. Mas, como disse, com responsabilidade.