Feliz ano novo. E olha seu carnê do IPTU.
Clichês baratos, como “feliz ano novo”, “tudo de bom”, “boas festas”, “boas entradas” e essas coisas, sem dúvida têm sentido no início de ano.
Junto com os votos vêm os carnês de iptu, ipva, primeiras mensagens de imposto de renda e a continha dos cartões dos exageros de final de ano.
Taí, acho que os clichês foram criados para nos encorajar a enfrentar o mês mais difícil do ano, com as cidades vazias e todos com seus envelopes nas mãos, indo de banco em banco para cumprir com seu dever de brasileiro.
É isso, brasileiro é a melhor espécie entre os homens do mundo, porque insistem em ser corretos, cumprem com sua parte, mesmo acompanhando os exageros dos administradores públicos e os auto-aumentos que se dão, sempre quando a luz está para se apagar.
E mais, este ano, mais uma vez, quero paz no meu coração. Mas, para isso, tenho que estar com as contas em dia, tenho que ter a anuência de comportamento de amigos e familiares e muito mais. Até quanto ao que escrevo tenho que ser politicamente correto, porque se falo de um comportamento de um novato na política, há ressentimento, se falo da notícia de que as instalações da Câmara Municipal está um lixo, os anteriores se magoam, se falo que Rodrigo Agostinho teve um ótimo início, os que não dão espaço me cobram por estar mudando de lado.
Mas, insisto: este ano quero paz no meu coração, e quem quiser ser meu amigo que me dê a mão.
Mas me dê a mão no sentido mais sincero da expressão, porque tem mãos de mais sendo dadas, para conduzir-nos a caminhos sem asfalto e com matos nas alturas, só para prejudicar.
Daí a validade do clicê, mas dependendo de quem parte, convém repensar, ou aceitar, … analisemos.
Tenho um hábito que me conforta e ou me ajuda no astral, que é o de escrever. A princípio escrevo para mim mesmo e, aos poucos fui conquistando seguidores, sem que me propusesse a isso.
Aí o prazer passou a ser responsabilidade, porque uns me criticam pela Luma com pouca roupa na coluna e outros adoram a informação. Difícil ser unanimidade.
Agora as coisas estão ficando mais fáceis pelos instrumentos do google, que mostram com gráficos o resultado do que o que foi escrito, o que foi lido, se agradou ou houve quem detestasse e até postou um comentário. É isso, estamos recebendo críticas em cima da hora. Mais cobrados que por bancos com créditos em aberto.
Mas é válido, porque podemos nortear nossos caminhos.
Por incrível que possa parecer, fui dormir mais confortado ontem, porque numa roda de homens de negócios, fui elogiado por minhas críticas verozes contra alguns dos vereadores que já aprontaram na primeira reunião, com pauta de eleição da mesa diretora da Câmara Municipal. Tal era e é minha dúvida que perguntei: mas vocês gostam do que escrevo sobre política? Todos disseram: “claro!, você é nosso balizador, porque cada jornal está de um lado e não sabemos qual deles seguir.
Fiquei feliz porque fui entendido na proposta, que é a de neutralizar ações engendradas para confundir o não mais eleitorado, mas sim bauruense administrado pelos atuais do poder público.
Mas muitos insistem para que eu saia de assuntos políticos. Difícil agradar a todos, daí decidir pelo meio termo.
E falando ainda mais sério: quero continuar a escrever conforme minha intuição e imaginação… muito mais do que pensam os do outro lado, quando me lêem (vejam que ainda tenho a nova ortografia para acompanhar e agora preciso me certificar se lêem está correto).
Mas como dizem quase todas as músicas do rol de clicês de início de ano, vou escrever para ser feliz e continuar a fazer aquilo que gosto (um de meus hobbies). Se na avaliação do google não atingiu o índice desejável, vou pesar com duas considerações: se me senti bem escrevendo aquilo e se fui bem aceito pelos que leram, conforme resultado das estatísticas.
Este ano quero paz no meu coração.
Ou não?
Posts relacionados:
- Feliz 2010, com muito mais humanização Talvez hoje não seja dia de post, mas só dia...
- Professor Gualberto é semi-novo Estava no Supermercado Paulistão da Getúlio Vargas. Comprava um bom...



Faça um comentário