Janeiro é sinônimo de caos em Bauru

Crédito: João Rosan
Já é tradição. Depois das festas de Natal Bauru entra em colapso. E não é por conta do baque na economia, causado pela inadimplência das compras de dezembro ou pelas férias, e nem por ser o primeiro mês do ano.
Janeiro costuma parar a cidade por outro motivo: as chuvas de verão! Morei seis anos em Bauru e não teve um sequer que não tenha sofrido com as águas que vêm do céu.
Deve haver alguma explicação meteorológica para chover tanto e com tanta intensidade nos meses de janeiro, fevereiro e março, mas certamente não há argumento político para o descaso das autoridades em relação ao que a chuva causa à população bauruense.
E todo ano é a mesma história: ruas alagadas, queda de iluminação pública, água invadindo casas, carros parados nas ruas…
A periferia é onde as coisas são piores, mas a chuva tem afetado os bairros mais centrais de Bauru. E ruas não tão comuns de alagarem também estão sofrendo com as chuvas.
E me pergunto: o que a prefeitura faz para conter isso? Eu, sinceramente, não sei o que de concreto é feito.
E você, percebe alguma melhora em relação a isso? Comente!
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em 15/janeiro/2009 às 17:00
Prezada Glauciana.
Congratulações pelo post bem estruturado e pela alta qualidade geral dos textos [o que estendo aos outros colaboradores do blog].
Temos que nos conformar com o que a natureza nos reservou em termos de meteorologia para o mes de janeiro. O fenômeno da Zona de Convergência do Atlântico Sul [identificado com tal há poucos anos], que despeja rios de água sobre nossas cabeças é implacável, e não há nada que se possa fazer a respeito.
Muito se fala na questão da engenharia do escoamento das águas pluviais em Bauru. Mas dada a frequência e a intensidade com que os alagamentos ocorrem, é possível que a rede de escoamento esteja comprometida por entupimentos generalizados, resultado de hábitos poucos cívicos da população.
Eu recomendaria uma atuação de emergência em duas frentes:
a) Uma reavalição completa do estado da rede de escomento já instalada para detectar pontos de estrangulamento em função do acúmulo de detritos. Isso poderá revelar uma magnitude surpreendente. É possível que o problema seja grandemente minimizado apenas com essa providência.
b) Realizar um trabalho de conscientização/educação da população, através dos canais de comunicação disponíveis, com o engajamento de secretarias como Cultura e Obras para que se previna e evite o mau costume de se lançar à rua lixo e detritos diversos.
A partir daí se poderá pensar em planejamento mais estratégico visando a ampliação da rede existente e a consatrução de diques de contenção, piscinões e outras obras de infra-estrutura.
Esses são meus dois centavos de contribuição.
Congratulações pelo trabalho bem feito.
Eraldo Marques
Bauru.
em 15/janeiro/2009 às 17:08
Em tempo:
Por favor desconsiderem os erros de digitação no comentário acima. Também observo que ele ainda não se adequa às novas regras ortográficas vigentes.
Sds.
em 16/janeiro/2009 às 9:11
Oi, Eraldo
Muito obrigada pelo excelente comentário. É muito bom poder trocar essas informações com pessoas que entendem mais sobre o assunto. Eu, como a maior parte da população, realmente não entendo o porquê de todos os anos os problemas se repetirem. Mas, essas duas propostas que você dá me parecem bem cabíveis, porém difíceis. Afinal, mudar o comportamento de uma população (no que se refere a reeducação ambiental, por exemplo) é um desafio para as autoridades e a sociedade brasileira. Um grande abraço. E que São Pedro tenha mais parcimônia antes de mandar água para Bauru! rs…