Musseques de Bauru

Vejo na Folha de SP que o IBGE divulgou, em sua Pesquisa de Informações Básicas Municipais, que um terço dos municípios brasileiros possuem favelas. Descubro também que Bauru consta, atualmente, com 22 favelas que abrigam 48 mil pessoas. São números expressivos que demonstram a fragilidade do tecido social bauruense, onde 25% de sua população vive abaixo da linha de pobreza, enquanto 20% detém 40% de sua renda total.
O Plano Diretor Participativo Bauruense, aprovado recentemente (Agosto de 2008), estabelece uma regularização da maioria das favelas, excetuando aquelas em locais de risco, o que possibilitará um maior acompanhamento da população das obras públicas.
Infelizmente tenho pouco contato com as favelas bauruenses, devido principalmente ao fato de morar em bairro de classe média e ter estado por anos morando fora, tendo, assim, uma visão “paulistana” de favela, que não considero como a realidade bauruense. Na capital paulista as discussões – ao menos na mídia impressa e nas rádios – diferem um pouco das bauruenses, excetuando a violência e o consumo/tráfico de intorpecentes.
A filmografia brasileira é rica em exemplos onde a favela transforma-se em um dos principais protagonistas do enredo. Os clássicos “Rio 40º” e “Cinco Vezes Favela“, da década de 50 e 60, e os atuais “Tropa de Elite“, “Cidade de Deus“, “Última Parada 174” tratam dessa temática, além de inúmeros documentários, como o excelente “BMW Vermelho” (que você pode assistir através deste link).

Há, entretanto, inúmeros projetos sociais, como o Arte na Favela e outros projetos multidisciplinares, como o promovido pela USP e UNESP de Bauru. Poderíamos também – por quê não? – importar de outras cidades idéias diferentes, como o “A favela vê a favela“, do Rio de Janeiro. Claro, são realidades diferentes, mas a adaptação desse tipo de ação é rapidamente adequada em qualquer comunidade onde haja disposição por parte dos planejadores.
E você? Tem alguma contribuição de idéias para oferecer à Bauru? Comente também.
* A foto que ilustra o início do post é do documentário Favela Rising, vencedora do prêmio de melhor documentário do mundo de 2005 pelo IDA (International Documentary Association).
PS: Curioso a respeito do que significa Musseque?
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