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Não nos conhecemos mesmo!

Postado no dia 17/janeiro/2009 em Comportamento, Cultura, Sociedade por Renato Cardoso

Houve tempos em que as pessoas aqui de Bauru tinham o hábito de não se cumprimentarem, só para representarem que Bauru era cidade grande.
Era coisa de cidade de interior mesmo.

Tempo passou, chegamos aos 100, 200, 300 mil habitantes e acho que estamos próximos a 350 mil. Agora somos uma cidade grande.

Nem precisava tanto, porque as pessoas que não conhecemos são de fato muito mais do que as que temos, por educação, o dever de cumprimentar por serem de nosso conhecimento ou amizade mais próxima.

Ontem foi um belo teste, porque fui ao Alameda Quality Center ver o filme com Brad Pitt, Cate Blanchet, Tilda Swinton, Elle Fanning e grande elenco e foram poucos os cumprimentos. Claro que muitos daqueles, demorados, com histórias pra contar e novidades pra saber.

Vi Paulo Neves e comentamos de seus alunos que fazem sucesso, dentre eles o Garib, que está no elenco de Maysa. Pois é, disse ele, num tom quase irônico, reforçando a tese de anos, de que os alunos seguem e ele fica por aqui. Talvez ele se chateie com isso, mas para nós bauruenses ele é um orgulho.

No entanto, não vejo falta de reconhecimento em Celulari e outros, que estão globais depois dos ensinamentos pela família Alves Neves. Reconhecimento é que não falta ao trabalho dedicadíssimo de minha querida extinta amiga Celina Lourdes Alves Neves e agora o filho, no mesmo caminho.

Mas são muito mais os desconhecidos e depois conferi por algumas placas de carros: maioria da região.

Quer dizer que temos que conviver com o estilo de quem mora numa cidade grande, com o plus de sermos polo regional também na cultura e no lazer.

Isso não é bom?

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