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Não se fala mais na Zona de Livre Comércio?

Postado no dia 9/março/2009 em Comportamento, Política por Renato Cardoso

Rodrigo Agostinho, quando ainda era vereador, disse que o Senador Mercadante, que aqui esteve, teria dito que o presidente Lula teria sancionado uma lei criando uma Zona de Livre Comércio para cada estado da federação.

Insinuou ele que Bauru tinha tudo para abrigar esta espécie de zona franca, porque reunião condições para tal, quais sejam:
1- a ZLC tem que se situar ao lado de um aeroporto de carga e com capacidade de pouso e decolagem de aeronaves com autonomia internacional;
2- que Bauru competia com Campinas (descartada porque lá teremos o principal aeroporto de passageiros e com link à capital e mesmo ao Rio de Janeiro, por trem bala) e com Ribeirão Preto, cuja área fora descartada, porque agredia o meio ambiente, tal a riqueza ecológica ao lado do aeroporto de lá.

Restava, conformo disse o atual prefeito, a nossa Bauru e com o aeroporto ainda mais às moscas do que a serviço de passageiros e ou cargas.

Levemos em conta que, em sua volta, temos apenas fazendas com pastagens. Nada de agressão ao meio ambiente e levemos em conta a posição estratégica de Bauru e o próprio aeroporto, sob o ponto de vista logístico.

Como postei algo sobre a expansão de nossa cidade e obtivemos muitos comentários, gostaria de fazermos deste tema uma discussão, levando em conta a condição do aeroporto, com a informação nova que nos chega que a pista do mesmo não suporta impacto de 17 toneladas, condição exigida pela aviação internacional para o mister de transporte de cargas.

Com a palavra os autores dessa façanha

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3 Comentários para 'Não se fala mais na Zona de Livre Comércio?'

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  1. em 11/março/2009 às 12:44

    Renato.

    Lembro que há o EADI em Bauru, uma área alfandegada autorizada a praticar várias modalidades de regimes aduaneiros.

    No tempo em que tive uma atuação política mais intensa, por volta do ano 2000, fiquei fascinado com a possibilidade de se praticar em Bauru a produção de bens de tecnologia para exportação, em regime de “draw back” [importação de componentes com tarifa zero para a produção de bens para o mercado externo], com integração com o aeroporto regional, que teria ênfase em logísica e não movimentação de passageiros. Funcionaria assim:

    1) Componentes importados chegariam a Bauru por via aérea, a bordo dos famosos Galaxies e Antonovs de carga.
    2) Os componentes seriam transportados [pela Bauru-Iacanga duplicada em conexão com a Rondon e Bauru-Marília, até a área alfandegada, e montados.
    3) Os produtos acabados fariam o percurso de retorno ao aeroporto e enviados aos mercados mundiais. Esse sistema seria ideal para a produção de produtos de tecnologia de alto valor agregado, como computadores, e bens de capital de alta tecnologia [robôs, sistemas de automação, etc].

    Para isso seria utilizada a base intectual disponível em nossas universidades técnicas e no sistema de treinamento industrial disponível na cidade [SESC, SENAC, SENAI]. Assim, ganharia a cidade ganharia em diversos setores, a saber:

    a) Aumento da arrecadação pela produção de produtos de alto valor agregado, vendidos em moedas fortes;
    b) Aumento da base logística, uma vez que transportadoras teriam interesse de se fixar na cidade [com reflexo indireto na arrecadação, uma vez que o recolhimento de IPVA também gera repasses, e temabém no emprego];
    c) Formação de uma base de mão-de-obra altamente especializada, no setor terciário, com aumento dos salários e consequente atração de investimentos em outras áreas do comércio e industria;
    d) Estabelecimento de uma sinergia entre os setor produtivo e os setores edfucacionais da cidade;
    e) Aumento do prestígio da região, que poderia se firmar como pólo tecnológico e logístico [ex: São José dos Campos, Seattle, Bangalore e outras cidade do mundo];

    Ao perdermos a eleição de 2000, o que tivemos foi o movimento contrário, uma década perdida, com:

    a) reafirmação de nossa vocação para o comércio varejista [importante, mas que não faz diferença no grander esquema do mundo];
    b) tentativa de montar um modelo de produção agrícola [para a qual Bauru definitivamente não tem vocação] com a produção de produtos in-natura de baixo valor agregado [o que, também, não deu certo, com exceção da pecuária];
    c) investimento zero em infra-estrutura logística.

    Houve, inclusive, por parte do Ex-Prefeito Nilson Costa, a negativa em patrocinar e fomentar um plano da Renault de produzir pequenos tratores no âmbito da área alfandegada [de aprox 100 alqueires], sob a alegação de que “essa não é a vocação de Bauru”. Esse fato me foi relatado por pessoa graduada do EADI.

    Esse é o problema de Bauru: A falta de visão, incompetência e imposição de agendas pessoais obscuras por parte dos políticos à população e ao sistema produtivo da Cidade.

    Lamentável.


  2. em 11/março/2009 às 12:52

    Mais uma vez me desculpo pelos erros de digitação [argh, tenho que trocar de teclado!], embora creia que o sentido do texto não esteja prejudicado.


  3. em 12/março/2009 às 10:52

    Corretas suas colocações, como sempre.
    A ZLC, prometida pelo PT e anunciada em sessão da Câmara no ano passado pelo atual prefeito, iria cumprir exatamente esse papel, ficando o EADI como entidade fiscalizadora e de liberação dos produtos aqui produzidos, com benefícios fiscais e facilidades alfandegárias.

    Mas, passadas as eleições, nem Lula, nem Mercadante,nem Agostinho toco umais no assunto.

    Política é assim.

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