Nossa Estratégia de Defesa

Na semana passada, dia 18/12, a Presidência da República e o Ministério da Defesa apresentaram à sociedade a Estratégia Nacional de Defesa, documento que estabelece diretrizes e ações de médio e longo prazo que têm o objetivo de reformular e dinamizar o setor de defesa do país. Deixo, aqui, os seguintes destaques: 1) Reoganização das Forças Armadas; 2) Reestruturação da indústria bélica brasileira e 3) Política de composição dos efetivos das Forças Armadas.
A primeira proposta versa sobre como e onde as FF. AA. atuarão. Baseada nas diretrizes estratégicas relativas a cada uma das Forças – o seu emprego para resguardar o espaço aéreo, o território e as águas juridiscionais brasileiras -, seu emprego terá um maior foco e melhor distribuição de acordo com as ameaças atuais e futuras, como, ao deixar um único exemplo, o intenso tráfico de drogas internacional que ocorre em nossas fronteiras do norte, especialmente na região da amazônia brasileira.
O segundo eixo estruturante é sobre a reorganização da indústria nacional de material de defesa. Esse é um assunto sempre muito espinhoso. Pessoalmente, como cristão e por posição ideológica pessoal, sou contrário à fabricação e comércio de armamento bélico, assim como sua utilização. Mas como este blog é para análises sobre a cidade, e não sobre minhas posições, Bauru poderia inserir-se, se desejável pela sociedade, buscar trazer indústrias desse porte ou, quem sabe, trabalhar o desenvolvimento de tecnologias sensíveis, como a espacial (satélites, GPS), cibernético e nuclear, que podem ser aplicadas também ao mundo civil.
O terceiro ítem certamente é o mais controverso, pois o documento manteve a obrigatoriedade do serviço militar e um trabalho de serviço social para os que obtiveram dispensa e também as mulheres. Isso choca-se frontalmente com a tendência internacional de profissionalizar as Forças Armadas. Os soldados em um exército moderno utilizam de uma tecnologia avançada que não é apreendida em poucos anos. E tenho pessoalmente que serviços sociais poderiam ser melhor apresentados por outras partes do governo, como as escolas públicas, no quesito educação – pois bem sabemos que famílias pobres enviam seus filhos às Forças Armadas como forma de conseguirem estudos e trabalho/emprego.
Bauru também precisa entrar nessa discussão social e profissional das Forças Armadas Brasileiras. O que vocês, bauruenses, desejam? Uma força armada operante na cidade e na região – deixando claro aqui que sou totalmente favorável às FF.AA. -, ou uma proposta social abarcada por outras partes do governo, como a da educação ou saúde?
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