O Curioso Caso de Uba-Uru

Dando um pequeno descanso a minha mente, como todo estudante/concurseiro precisa, fui ao Alameda assistir ao excelente filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. O filme narra a inusitada história de um homem que nasceu velho e vai tornando-se, aos poucos, jovem. Interpretado por Brad Pitt e Cate Blanchett, o filme é indicado a várias categorias do Oscar, a premiação de Hollywood (que não constará com nenhum filme brasileiro este ano). O filme suscita diversas análises e deixa o expectador reflexivo por algum tempo, principalmente com um tema caro a todos: Qual é a “melhor idade”? A juventude ou a maturidade?
Podemos também transpor algumas reflexões sobre nossa cidade, e perguntarmo-nos se qual “idade” estamos vivendo. Estamos seguindo o curso natural do desenvolvimento ou voltando à infância? Realmente somos “sem limites” ou definidos por padrões pré-concebidos no âmbito político-econômico-social? Claro que são questões difíceis de serem respondidas e nem é de meu interesse, aqui nesse pequeno post, querer saná-las. Mas proponho uma breve meditação.

Tudo começa em meados do séc. XIX, onde pioneiros exploram a região centro oeste paulista. “Prospecção de novos negócios” é uma tendência econômica/administrativa moderna não? Desde seu início até a vinda da ferrovia para cá – em um resumo grosseiro de nossa história que faço -, Bauru vive da agricultura e da lavoura. Realmente, preocupação com comida é coisa do passado, correto? E claro, como poderia me esquecer, a introdução de ferrovias, que por essas bandas ocorreu em apartir de 1905, é algo definitivamente antiquado e em completo desuso.
Um dos maior problemas que assola a europa, atualmente, é a questão da imigração. Claro que Bauru já teve “esse problema”, nas primeiras décadas do séc. XX. Mas espere? É um problema? Interessante observar que na cidade temos clubes e associações sócio-comerciais das mais diferentes nações, como a portuguesa (AALB), japonesa (Clube Nipo-Brasileiro), italiana (Dante Alighieri), etc, podendo ser mostrado diversos outros exemplos.
Poderia continuar a comparação entre juventude e velhice sobre a cidade (quem sabe em outros posts), mas deixo, como reflexão final ao post, uma cena do filme que muito me marcou. Benjamin (Pitt) está abraçado com sua mulher Daisy (Blanchett), defronte a um grande espelho, quando diz que gostaria de guardar para sempre aquela imagem dos dois, na plenitude de suas vidas, no que ele define com auge da felicidade, a “melhor idade” deles. Qual imagem Bauru legará à história? A de um passado progressista que consta nos livros de história ou o desenvolvimento que estamos vivendo? Qua ficará, verdadeiramente, ligado a nós, jovens?
Eclesiástes 11:9 – “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.”
PS: Porque Uba-uru?
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