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Pés descalços, mãos marcadas…

Postado no dia 6/dezembro/2008 em Sociedade por Gustavo Ferreira

Pegando uma carona no post da Glauciana sobre o Lar dos Desamparados, resolvi escrever sobre algo que sempre mexeu comigo, sobre algo que sempre vi algumas pessoas se movimentarem para mudar, mas até hoje sem tanto sucesso… sobre moradores de Bauru que a vêem com um olhar diferente do nosso… sobre os moradores das calçadas da cidade sem limites e sobre uma parcela dos cidadãos que lhes dão o mínimo de atenção.

O título do post vem de uma música do Alan Filho e do Carlos Alexandre, gravada pela Banda Dó ao Si Maior, veja um trecho:

Pés descalços, mãos marcadas
Moradores das calçadas
Esquecidos como a própria noite
Rosto triste, olhar tão raro
Na esperança de um amparo
O silêncio mostra a própria dor
Sem perceber,   finjo não ver e prefiro evitar
Preciso ter, olhos de ver e mãos de ajudar

Essa música é linda e retrata um pouco da realidade de nossas calçadas, do Calçadão da Batista nas madrugadas, das proximidades do terminal rodoviário, de nossos viadutos e de tantos locais por onde se preste um pouco de atenção. São homens, mulheres, crianças, famílias inteiras, que buscam por alguma dignidade ainda mesmo em condições precárias de sobrevivência.

Desde que me conheço por gente ouço e vejo os esforços do Grupo Amor e Caridade para a construção do novo albergue noturno de Bauru (desde que a minha memória consegue se lembrar em um pouco menos dos meus 23 anos, acho que há uns 15 anos pelo menos).

Depois de muitos e muitos anos vendendo rifas pela cidade, através da ajuda de seus colaboradores e dos esforços reunidos em seus diversos núcleos assistenciais, o Grupo Amor e Caridade iniciou as obras da nova sede do Albergue Noturno de Bauru em setembro. É uma conquista do trabalho sério deste grupo que se dispõe a olhar pelos nossos irmãos menos favorecidos.

“o que fazes por sonhar, é o mundo que virá, para mim e para ti…”
Música 1o de Julho (Renato Russo)

O albergue atual se encontra nas instalações do CEAC (Centro Espírita Amor e Caridade) na rua Sete de Setembro 8-30 e atende milhares de migrantes durante o ano. Mas, diferente do que muitas pessoas pensam, no albergue não estão abrigados somente bêbados e/ou pedintes, ali há pessoas com comoventes histórias de vida, pessoas que vieram tentar a sorte em Bauru, pessoas que estão de passagem pela nossa cidade etc.

Se algum dia você puder… ou quiser… dê uma ajuda, ou apenas passe por lá pra conhecer esse trabalho lindo e doe um pouco do seu tempo, muitas vezes é só de uma conversa que essas pessoas precisam.

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5 Comentários para 'Pés descalços, mãos marcadas…'

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  1. Kaula disse,

    em 20/fevereiro/2009 às 17:00

    Gostaria de maiores informações sobre como ajudar efetivamente como voluntário.

    Att.
    Kaula


  2. em 26/fevereiro/2009 às 16:33

    Olá Kaula, tudo bem?
    O CEAC tem inúmeros projetos sociais localizados nas áreas periféricas da cidade, que atendem pessoas de diferentes faixas etárias.
    Os projetos do CEAC smepre precisam de voluntário para suas atividades de educação, estruturação, alimentação e lazer.
    Você pode se informar de todos os endereços, telefones e e-mails dos responsáveis para contato na sede do CEAC. Lá mesmo eles também poderão te falar sobre como andam as arrecadações e a obra para a construção do novo Albergue Noturno de Bauru.
    Bom ver que tem gente que quer ajudar o próximo.
    Abraços.

  3. mariag da silva disse,

    em 25/maio/2009 às 19:02

    estou a procura de um jovem gabriel henriue correia gostaria de saber se ele se encontra nesse local o meu muito obrigado

  4. mariag da silva disse,

    em 25/maio/2009 às 19:04

    o nome inteiro é gabriel henrique gonçalves correia


  5. em 14/agosto/2009 às 19:13

    [...] Há um tempo atrás escrevi um pouco sobre o trabalho que o Albergue Noturno realiza na cidade. Deem uma conferida lá! [...]

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