A “tia” tá inteira

Rita Lee continua irreverente, mas é assim mesmo que a queremos
Por uma única vez vi cansaço em Rita Lee.
No mais, vi toda platéia curtindo um dos melhores shows dentre os apresentados em Bauru nos últimos tempos. Ela mesma fez menção à idade (63 anos), mas parece que as “coisas” não a deixaram assim tão judiada (sic de seus comentários). Aos trinta ela se achava velha, mas agora espera não deixar o palco tão cedo.
O elogio partiu da própria Rita Lee, que ficou impressionada com a estrutura e devolveu todo o carinho recebido do público presente.
Claro que predominantemente estavam lá os jovens, o que me leva a concluir que ela fica e o tempo passa. Passam os seus fãs (presenças físicas nos shows), por muitos motivos, sem no entando deixarem de ter por ela o máximo de carinho e admiração. Até por sua irreverência.
Lee cantou tudo que queríamos ouvir e conversou abertamente com o público, declarou abertamente seu amor ao marido e companheiro de mais de 33 anos (Roberto de Carvalho) e exibiu (com a banda), um som que dificilmente ouviremos igual.
Estou com minha alma lavada, pois vi Júlio Iglesias ao vivo, na qauinta, e ontem a minha rainha do rock.
Só falta o J.J.Jackson cantando as melhores da música black americana, no Santa Madalena e depois Ivete Sangallo, no Rastro do Cowboy. Vou terminar o mês estourado.
Mas, reclamar da crise? Por que?
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