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Rodrigo Agostinho também toma cerveja

Postado no dia 14/abril/2009 em Comportamento, Política por Glauciana Nunes

cerveja1
Neste feriado da Páscoa, meu amigo Allan Weslei Pereira, cidadão e eleitor bauruense, estava aproveitando seus dias de descanso passeando pela cidade.

Na sexta-feira santa, feriado nacional, por volta das 16 horas, foi abastecer seu carro no posto Select – da Avenida Nações Unidas ao lado do supermercado Paulistão – e encontrou sentado em uma das mesas o prefeito Rodrigo Agostinho.

Acompanhado de duas moças, o prefeito conversava e tomava cerveja. Allan observou que já deviam estar ali há algum tempo, pois tinham várias latas vazias em cima da mesa onde estavam.

Desse encontro nasceu uma conversa bem interessante entre nós: qual é a linha que separa um prefeito, um homem público, em um feriado, quando não há expediente municipal, de uma pessoa física, comum, que tem direito ao lazer? Quando esses papéis se confundem?

Essa é uma polêmica que gira em torno das pessoas públicas de nosso país. Vira e mexe sai na imprensa que tal jogador de futebol foi flagrado na balada bebendo ou que tal atriz que trabalha com criança foi fotografa nua. E, geralmente, essas notícias são carregadas de cobrança e reprovação.

A polêmica da vez é a publicidade da cerveja Brahma, veiculada na televisão, com o jogador Ronaldo. José Roberto Torero escreveu hoje, 14/04, na Folha de São Paulo, (e Juca Kfouri reproduziu em seu blog) sobre o fato. Torero foi claro e direto: “Jogador fazer propaganda explícita de cerveja não dá. Passa da conta.”

As personalidades também não são pessoas comuns, que têm direito ao lazer? Que no momento em que não estão trabalhando podem, sim, tomar cerveja, ir pra boate, posar nu? Que podem aproveitar a imagem que construíram perante o público e faturar com publicidade?

Em contrapartida, será que essa vida pública não os limita a viver de forma mais discreta? Será que têm o direito de tomar uma cerveja no posto, com a cidade com tantos problemas administrativos?

Eu tenho a minha opinião. E ela é: acho, sim, que eles são pessoas comuns e que podem ter o direito de fazerem o que quiserem em seus momentos de lazer. Entretanto, devem ter a consciência de que podem ter de aguentar a consequência de suas ações.

E você, o que acha disso? Se encontrasse o Lula tomando uma cerveja no posto da esquina, faria o quê? Dê a sua opinião!

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4 Comentários para 'Rodrigo Agostinho também toma cerveja'

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  1. em 14/abril/2009 às 16:57

    Glau,

    Gostaria de apenas frisar outro ponto. O prefeito municipal se evadiu do local dirigindo seu carro com as respectivas garotas.

    Essa infração já é um pouco mais perigosa. Sai do âmbito do lazer para a transgressão da lei.

    Penso que não necessariamente alguns comportamentos criticados por nossa sociedade, influenciam no desempenho das atribuições que exercem.

    O caso de sexo oral envolvendo o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e sua secretária (Monica Lewinski) renderam notícias em todo mundo. Ainda assim, sua atuação política em seus dois mandatos foi uma das mais aplaudidas pelos cidadãos dos Estados Unidos da América. O índice de desemprego tendia a um nível ínfimo.

    Independente desse exemplo, as pessoas públicas necessitam ao menos ter cuidado com seus atos.

    Não podem ignorar as mais diversas reações existentes do público ou eleitores que os promovem.

    O descanso, lazer e diversão estão inerentes à condição humana e todos devem possuir este direito.

    No caso de Agostinho, na referida loja de conveniência, acho extremamente compreensível o seu direito de tomar sua “cervejinha”. Infelizmente, teria que lidar com o ônus do assédio público caso algum munícipe (assim como eu) o visse em tal situação.

    Intuitivamente, remeti aos problemas que Bauru enfrenta nos dias atuais. E pensei, reconheço que até de modo bem grosseiro:

    - Bauru está indo de vento em popa ! Nosso prefeito está até tranquilo para tomar sua cervejinha ao fim de tarde de um feriado.

    Pensamento infeliz, mas sincero e verdadeiro, afinal, como filho de professora de educação infantil municipal aposentada, convivo nos finais de semana com as reclamações de alguém que não foi contemplada com o abono dedicado aos servidores públicos de Bauru.

    Gostaria de ter dito pessoalmente ao Rodrigo:

    - Rodrigo, que falta de habilidade política ! Na sede e pressa de ajudar uma parcela da população bauruense, acabou se metendo neste imbróglio envolvendo os aposentados. Sua emoção e juventude às vezes devem ser mais controladas e a razão tem que andar junta nesses casos.

    Não sou ninguém para criticar a juventude do prefeito. Tenho 28 anos.

    No caso de Ronaldo e sua deliciosa Brahma, concordo plenamente com o Torero.

    As propagandas não remetiam ao jogador como um apreciante da cerveja. Lembro da copa de 1998, onde ele era o número 1 do mundo assim como o slogan da cerveja no Brasil. Posteriormente, a marca de cerveja comparou Ronaldo aos brasileiros, guerreiros por natureza.

    Dessa vez foi além dos limites. Ronaldo não é mais uma imagem. É um amante da cerveja e ratifica a frase de que tem orgulho de “cair e levantar”.

    Nem preciso falar que a piada pronta com a música sertaneja “Beber, cair e levantar” é evidente.

    Em tempo: Pelé nunca fez uma campanha publictária que envolvesse bebidas alcoolicas ou algo do gênero.

    Respondendo sua pergunta, se eu encontrasse o Lula tomando uma cerveja no posto da esquina, não faria nada.

    Deste presidente com índice de aprovação tão elevado (caindo agora com os reflexos da crise), não espero absolutamente nada.

    No momento que mais esperava dele um exemplo para o país -diferenciando-se dos antigos governantes – e delatar seus companheiros envolvidos em escândalos de elevada prorporção, se esquivou e pronunciou a célebre frase:

    ” – Eu não sei nada !!!”

    Beijos Glau,

    Allan Weslei Pereira


  2. em 14/abril/2009 às 17:38

    Quero entrar nessa discussão! Na minha opinião, são dois casos completamente diferentes. Fazer propaganda de cerveja é tornar pública uma opinião… servir de modelo, tornar-se símbolo do “isto é bom de se fazer”. Meu filho é fã do Ronaldo… e também (com muito orgulho) corinthiano… mas eu disse a ele: “não precisa seguir esse modelo”. Por outro lado, tomar a cerveja (em qualquer lugar) é uma decisão pessoal… que não tem nada a ver com o caráter de figura pública ou propaganda. Essa é a minha opinião. Ou seja, o caso do abono não tem relação com a cerveja no posto. Creio que Rodrigo apenas continua fazendo as mesmas coisas que fazia antes de ser prefeito… e, diga-se de passagem, já bebia cerveja quando era vereador. O problema, talvez, seja o fato de sair dirigindo após tomar as cervejas… mas eu não estava lá… e não sei ao certo como foi. É isso!


  3. em 14/abril/2009 às 18:45

    Reginaldo Tech, boa tarde!

    Infelizmente, apesar de ex-discente da Unesp (Sistemas de Informação), não tive a oportunidade de ter sido seu aluno. Seria uma grande honra.

    Talvez minhas idéias não tenham sido colocadas de uma maneira tão logica.

    Ainda assim, vamos às minhas considerações sobre seu comentário:

    Concordo em gênero, número e grau quando diz que fazer propaganda é tornar pública uma opinião.

    A opinião dele pode ser que a Brahma é a melhor das opções de cerveja, algo totalmente plausível como cidadão.

    O fato é que ele é um atleta. Associamos a sua imagem a de um vencedor dentro do campo de jogo.

    É hipocrisia acharmos que esportistas não degustam bebidas alcoolicas também. Em minha ótica, o grande problema na publicação é mostrar que a adesão à Brahma é algo muito bom. Palavra de Ronaldo, vencedor.

    Quando me referi ao abono, ressaltei que era minha raiva momentânea como cidadão, munícipe, que defendia meus interesses.

    Penso que deixei bem claro que foi um pensamento equivocado em seu momento de crítica.

    Sobre o Rodrigo beber cerveja, nada me assustou. Já o vi em inúmeros locais fazendo isso. Mesmo porque temos o prefeito que se intitula “baladeiro de plantão” convicto.

    Abraços,

    Allan Weslei Pereira


  4. em 14/abril/2009 às 19:43

    Concordo, Allan. É tudo isso aí mesmo. Beber cerveja é uma questão de decisão pessoal, mas “propagandear” isso, principalmente enquanto atleta, é mesmo ruim. Esta é a minha opinião pessoal… que também é uma questão de decisão, como você mesmo frisou.
    Mas o grande segredo de tudo isso é a oportunidade de debatermos publicamente os temas, inclusive se é desejável que o prefeito beba cerveja publicamente… o que não vejo como problema algum.
    A Glauciana nos brindou com um belo tema para comentarmos… e ficamos agradecidos! Como também fico agradecido pela sua gentileza a mim: “Infelizmente, apesar de ex-discente da Unesp (Sistemas de Informação), não tive a oportunidade de ter sido seu aluno. Seria uma grande honra.”
    É isso.

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