Não nos conhecemos mesmo!
Houve tempos em que as pessoas aqui de Bauru tinham o hábito de não se cumprimentarem, só para representarem que Bauru era cidade grande.
Era coisa de cidade de interior mesmo.
Tempo passou, chegamos aos 100, 200, 300 mil habitantes e acho que estamos próximos a 350 mil. Agora somos uma cidade grande.
Nem precisava tanto, porque as pessoas que não conhecemos são de fato muito mais do que as que temos, por educação, o dever de cumprimentar por serem de nosso conhecimento ou amizade mais próxima.
Ontem foi um belo teste, porque fui ao Alameda Quality Center ver o filme com Brad Pitt, Cate Blanchet, Tilda Swinton, Elle Fanning e grande elenco e foram poucos os cumprimentos. Claro que muitos daqueles, demorados, com histórias pra contar e novidades pra saber.
Vi Paulo Neves e comentamos de seus alunos que fazem sucesso, dentre eles o Garib, que está no elenco de Maysa. Pois é, disse ele, num tom quase irônico, reforçando a tese de anos, de que os alunos seguem e ele fica por aqui. Talvez ele se chateie com isso, mas para nós bauruenses ele é um orgulho.
No entanto, não vejo falta de reconhecimento em Celulari e outros, que estão globais depois dos ensinamentos pela família Alves Neves. Reconhecimento é que não falta ao trabalho dedicadíssimo de minha querida extinta amiga Celina Lourdes Alves Neves e agora o filho, no mesmo caminho.
Mas são muito mais os desconhecidos e depois conferi por algumas placas de carros: maioria da região.
Quer dizer que temos que conviver com o estilo de quem mora numa cidade grande, com o plus de sermos polo regional também na cultura e no lazer.
Isso não é bom?


Você conhece o Adriano Garib. Se não conhece, então você não assiste à TV Globo. Pois o Adriano acabou de participar da minisérie Maysa. Sim, querido leitor. Adriano Garib, um bauruense nascido em Garça, que começou a fazer teatro em Bauru e também participou do Grupo Apenas, um grupo de poetas que fez história na década de oitenta, fazendo chuvas de poesias e escrevendo poemas no chão da rua Batista de Carvalho, hoje o nosso calçadão.
Não por acaso, nossa querida Bauru está sempre sendo mencionada em eventos e grandes produções de cinema e televisão, por esta ou aquela razão. Estou quase certo que isso ocorre, porque nossa cidade teve grande representatividade nas décadas de 30 e 40, com o auge das ferrovias e o Brasil passava por aqui, pelas mais diversas razões e em especial, pelos trens que chegavam à Bolívia.