BauruBlog se fixa como veículo de comunicação

A web 2.0 está revolucionando o modelo clássico de comunicação. A relação emissor-receptor há muito deixou de existir naquela linha reta e, tanto comunicadores como o público que recebe a comunicação, devem se ajustar ao modelo que as novas mídias digitais imprimem na sociedade.
Um ótimo exemplo para isso é que o BauruBlog recebeu, essa semana, um e-mail de um leitor de Bauru, que não se identifica, mas diz que é assinante do Jornal da Cidade há mais de 20 anos. Esse leitor se queixa do mau atendimento que o diário lhe presta ultimamente e pergunta se há um modelo de assinatura do BauruBlog.
Apesar de ficarmos surpresos com a mensagem, também ficamos muito satisfeitos, porque escrevemos para o BauruBlog porque gostamos, não somos profissionais formados em Jornalismo, e criamos um mecanismo de informação livre, voltado para levar informação a diversos segmentos de público.
De acordo com Paulo Milreu, idealizador do BauruBlog, essa mídia feita por cidadãos comuns pode ter mais história e ser, em alguma medida, mais real. E esse é um dos pilares do Jornalismo Cidadão, tão em voga ultimamente. “As pessoas querem ouvir histórias contadas por quem a viveu, esteve lá perto e fala como parte do processo todo“, afirma Paulo.
Em resposta a esse leitor: Baurublog não tem assinatura, porque não se considera um jornal, apesar de levar informação baseada em fatos a quem procura saber sobre a cidade. E, ouso dizer, que até hoje o BauruBlog tenha passado despercebido pelos veículos da imprensa tradicional de Bauru, mesmo tendo mais de 4 mil acessos por mês (4.218 exatamente, nos últimos 30 dias).
O que nos deixa felizes e satisfeitos é que a imprensa solidificada da cidade pode fazer vistas grossas ao que o BauruBlog se pretende fazer, mas os leitores não. E aí mora a nossa recompensa!




Fé em Deus e pé na tábua… ou na estrada! E eu já estava na Bauru-Marília (ou Marília-Bauru para quem volta)… como dizia o poeta Manuel Bandeira: “pensando na vida e nas mulheres que amei”. Entrei no mundo digital por força da realidade e também por motivos muito próximos da minha vontade. Esse mundo digital é mesmo fantástico. Observando o mercado de Bauru, percebi que aqui tem o melhor do mundo digital, com empresas de ponta, como a SmartIS.
E a oficina continua. Porém, para a oficina funcionar o laboratório da Universidade teve de “liberar” o acesso a alguns tipos de site. Explico de novo: na Universidade as pessoas não podem acessar blogs, que são proibidos. E aqui vai um apelo à Magnífica Reitora… e ao Magnífico Chanceler: os sites estão dando lugar aos blogs no mundo corporativo. As regras da Universidade precisam mudar. Isso é urgente!
Após links, tags, relevãncia, post, reputação, categorias… Paulo Milreu fotografa e daqui a pouco vai postar isso tudo nos seus blogs. Amanhã, pode ser que essa experiência que relato saia na imprensa tradicional. Enquanto isso, pessoas comuns, entre conversas e cafés, vão blogando por aqui.
Talvez eu tenha inventado duas palavras… ou não! Twittando deve ser comum entre o pessoal do twitter… e blogar, no sentido de substantivo, esse deve ser novo. Mas não é isso que interessa. O que interessa mesmo é Bauru, onde o twitter e a cultura de blog aportaram definitivamente. E o bauruense mais longinquo pensa que está longe de tudo isso. Que nada!