Crítica e Elogio

Quarta-Feira é o meu “Sábado Cultural”. Devido às atividades de Sábado e Domingo na Igreja Batista Bereana, onde congrego, é sempre durante a semana que posso aproveitar e desopilar em algum cinema, um show musical, ou outra manifestação cultural que me obrigo sempre a realizar. Nessa semana não foi diferente e fui, já de costume, ao Alameda Quality Center.
Não desmereço o cinema do Bauru Shopping Center, pelo contrário, pois dispõe de excelente qualidade sonora e visual, principalmente com sua sala de exibição 3D, mas prefiro o Alameda por diversos motivos, entre eles o número reduzido de espectadores “barulhentos”, por assim dizer. Essa predileção, no entanto, é a causa de nossa uma reflexão: o pouco interesse por filmes ditos “alternativos” ou “cult”, como dizem atualmente.
Comecemos pelo elogio. É valoroso a disposição dos cinemas bauruenses em trazer para nossos deleites filmes que não fazem parte do habital círculo Hollywood-França-Inglaterra, principalmente os filmes latinoamericanos. Se desejamos avidamente por uma maior expansão da cultura mundial, temos no cinema uma grande diversidade de belos filmes.
Já a crítica fica para nós, bauruenses. Explico: ao entrar na sala de exposição do filme tomei-me de surpresa ao constatar que era a única pessoa! Um sentimento estranho de estar sozinho em uma sala muito grande com inúmeras cadeiras. O filme é o excelente mexicano “Sob a Mesma Lua”, que você pode ler uma simpática resenha aqui e ver o trailer e algumas fotos aqui.

Por um breve momento me senti privilegiado, pois não me preocuparia com barulhos e conversas paralelas que tanto me incomodam. Logo depois dei-me conta que era o único a apreciar o belo filme que me dispus a assistir. Para o contentamento da cultura, com 6 minutos de exibição do filme adentraram 4 pessoas. Poucas, admito.
Não estou desmerecendo os filmes hollywoodianos, dos quais também sou fã. Mas é necessário quebrar esse pensamento dos bauruenses que clamam por mais cultura e, quando as tem, não a valorizam. Espero que nos finais de semana, quando as pessoas consomem cultura, esse vazio não aconteça nas ótimas salas de cinema da cidade.



