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Hospital de Base: O caos no Segundo Fundos Par

Postado no dia 16/novembro/2009 em Política, Sociedade, saúde por Kláudio Cóffani

Compartilhando desta necessária discussão em relação ao Hospital de Base/Associação Hospitalar, ouvi depoimentos de profissionais da saúde sobre a situação dos pacientes SUS (e sem “padrinhos”) mantidos na ala identificada popularmente como “Segundo Fundos”.

É estarrecedor saber que lá…

  • Misturavam, em leitos vizinhos,  portadores de HIV e doentes com  tuberculose; pessoas esfaqueadas, com pacientes que tiveram derrames;
  • Os remédios só eram disponibilizados aos pacientes UMA ÚNICA HORA do dia (15h) e se o paciente estivesse sofrendo, gemente, com prescrição de medicação desde as 8h da manhã, SOMENTE  as 15horas ele receberia medicação (ficando sofrendo, gemente por 7 horas!!! ou mais); se por azar a medicação das 15 horas caísse no chão, derramada, o Paciente não tinha reposição e continuava sofrendo por muito mais horas;
  • Quando pediam para chamar um médico, ouviam a frase: “médico nunca vem aqui, pode esquecer!”. O fato é que os pacientes não se esqueciam do Médico -  o único profissional que poderia lhe tirar a dor (e até promover sua recuperação e cura) – mas informam que normalmente eles não eram vistos circulando nessa área.
  • Os pacientes também ficavam  sem comida; sem chá, suco, sem frutas e outros alimentos – NECESSÁRIOS a recuperação do organismo – por prolongados horários ou até dias. E pacientes recebiam “a mesma comida”, mesmo quando necessitavam de dietas diferenciadas, para cada caso e tratamento.
  • Havia (ou ainda há) uma maca/cama, localizada junto à parede, cujos pés estavam quebrados e que ficava equilibrada sobre paus e tijolos. E  -  às vezes – quando precisavam movimentar um paciente – em elevada necessidade e urgência – esqueciam disso, afastavam essa cama da parede e ela despencava !! Caía!! “Desmoronava”, com o paciente. Óbvio que permaneceu assim por meses, com gente doente caindo, pois a Administração não providenciava a manutenção.
  • Os funcionários do setor – como a maioria que está trabalhando na Prefeitura -  acumula dupla ou tripla jornada de trabalho. Eles  ganham tão mal que precisam trabalhar nos postos de saúde e outros hospitais, para tentarem garantir vida digna, em casa. Porém, por conta disso, trabalham 24 horas, 36 horas, SEGUIDAS. Eles são massacrados pela rotina de trabalho deles. Apesar de a legislação proibir plantões seguidos na rede municipal de saúde, essas jornadas acumuladas passam “despercebidas”, pois o sistema de controle “não identifica” quem trabalha nessas condições, em diferentes locais da administração municipal. Por um lado isso garante remuneração para esses profissionais conseguirem um mínimo de dignidade, mas por outro lado, tais profissionais  – humanos – não conseguem produzir sem parar por 24 ou 36 horas. E no “segundo fundos par”, onde os médicos não costumam ir, eles até podiam descansar um pouco, mesmo que os pacientes ficassem um pouco abandonados.
  • Todo o “segundo fundos par” é um setor doente!
  • (nos anos 90 era conhecido internamente como “Vietnã”)

No “segundos fundos par” o caos era/é o padrão. O abandono dos seres humanos era/é o padrão.

De fato – agora se sabe – que a Administração tinha outras prioridades!! 16 milhões!!

Pagar empréstimo pessoal de 4 milhões!??!

Quem “emprestou” 4 milhões do próprio bolso para o Hospital??

Quem quer manter a ordem, quem quer criar desordem !!

Viver bem em Bauru… e em qualquer lugar

Postado no dia 9/abril/2009 em Comportamento, Generalidades, Sociedade por Reginaldo Tech

Acordamos e nos damos conta de que o sol, o céu e o vento embalam o nosso dia. Inspirados na noite de sono profundo, mastigamos o nosso café e nem pensamos na vida. O cotidiano vai surgindo em nossa mente… e ligamos o carro, encontramos as pessoas e começamos a receber telefonemas. O dia está no meio da manhã e os nossos pensamentos já se derreteram em e-mails, links, conexões e o cartão do banco que não faz nascer dinheiro no caixa automático.

stressadaÉ assim em Bauru… é assim em qualquer lugar do centroeste paulista… e do mundo! E alguns bauruenses dizem que aqui é pior. Mas não é. Pode ser igual, mas pior nem é. Alguns bauruenses dizem que viver bem aqui é difícil, mas é difícil em qualquer lugar, quando o foco está na negatividade e não na positividade.

Outro dia, estava eu no Empório Cultural do Shopping, folheando um livro sobre stress, quando uma conhecida chegou e me falou: “nem com livro de auto-ajuda dá para ser feliz em Bauru”. Me indignei e devolvi: não leio livros de auto-ajuda. Ela continuou a perseguição: “nada me faz feliz em Bauru”. E eu perguntei: você não está bem? Ela me disse: “está tudo muito ruim”. E antes que eu fizesse a próxima pergunta, a moça emendou: “mas o pior há de vir”. Fechei o livro, dei um leve aceno e fui tomar um sorvete no piso superior.

mundo-derretendoApós o sorvete… de chocolate, passei a olhar as coisas da cidade e a perceber: é assim aqui e é assim em qualquer lugar. As pessoas não sabem viver bem… ficam no stress negativo… e, assim, sempre de mal com a vida. Que coisa, hein! E continuei meus pensamentos… até chegar na Tech Tur e abrir o meu computador… para, então, começar a escrever um programa de qualidade de vida, levando em consideração as palavras daquela conhecida tão estressada; os ensinamentos da psicóloga e antropóloga, Susan Andrews, coordenadora do Parque Ecológico Visão Futuro, onde fiz especialização em biopsicologia; e também as notícias do mundo a respeito da qualidade de vida e de trabalho das pessoas.

E tudo saiu do jeitinho que eu queria. Veja alguma coisa a respeito dos blogs Dois Pontos e Humaniza Brasil. Perceba a importância disso tudo que é a concepção do programa e acredite: “não precisa ser zen para viver bem”, inclusive em Bauru. Bons ovos… e bons coelhos pra todo mundo!

Saúde em Bauru anda mal das pernas

Postado no dia 2/março/2009 em Política por Glauciana Nunes

pernas

Não é de hoje que percebo um certo problema com a saúde em Bauru. Aliás, esse não é um problema só da nossa querida Cidade sem Limites, mas do país como um todo. Não saberia listar as causas da saúde brasileira estar na UTI, mas provavelmente seria um conjunto de situações históricas, econômicas, culturais, políticas e sociais.

O Jornal da Cidade publicou hoje que o Ministério Público instaurou um inquérito para analisar o problema de falta de vagas para consultas em determinadas especialidades médicas. O MP vai investigar porque tantos cidadãos chegam a esperar meses para uma consulta na rede pública.

Sei que a falta de médicos e infra-estrutura no SUS é assustador, mas vejo que os problemas relacionados à saúde em Bauru extrapolam a rede pública. Algumas especialidades médicas cobertas pelos convênios, sobretudo pela Unimed e pela Beneplan, também deixam a desejar.

Eu mesma já passei pela fila da marcação de consultas. Sempre tive Unimed e já cheguei a enfrentar um mês e meio de espera para um encontro com o ginecologista. Tenho pessoas na família que possuem Beneplan e também acabam na mesma lotação de agenda. A saída, nesses casos, quando é algo que não pode aguardar tanto assim, é apelar para o pronto-atendimento.

E por falar em PS, tempos atrás precisei ser atendida em Bauru. Como atualmente moro em São Paulo e tenho Medial, como plano de saúde, fui para o Hospital Beneficência Portuguesa, já que é o único que atende este plano.

Não me queixo do atendimento nem da demora, pois fui bem recepcionada e atendida pelo médico plantonista. Entretanto, aquele hospital precisa de mais atenção. Como pode um espaço tão tradicional na cidade estar caindo aos pedaços?

Os leitos estão enferrujados, os cobertores surrados, a pintura da parede descascando, por conta da umidade… me senti em um hospital público. Acho que caberia um investimento mais pesado nessa parte, afinal a Beneficência Portuguesa – embora tenha perdido o posto de hospital do momento para o Hospital da Unimed – ainda é um ponto de referência muito forte em Bauru.

Em geral, acho que a atual gestão deve ficar mais atenta à esses problemas em nossa cidade. Que o secretário municipal da Saúde, Fernando Casquel Monti, consiga fazer com que a saúde saia da UTI. Tomara!

Superando a crise!

Postado no dia 10/fevereiro/2009 em Economia, Lazer, Sociedade por Reginaldo Tech

Acabamos de sair da palestra “Como superar a crise e vender mais em 2009″ e estamos no Salomé, um bom bar aqui da nossa querida Sem Limites.  Aqui no bar, o pessoal da pmc&associados, que organizou o evento: eu, o Paulo Milreu, o Gustavo Ferreira e a Marlla Almeida. Festejando a boa participação e consumindo uma boa comida desse bar.

A sala do Cursinho Coolidge, onde aconteceu a palestra, estava cheia: 55 pessoas. O ar condicionado na temperatura certa. As pessoas sedentas de uma saída… e ouviram de nós (Reginaldo Tech e Paulo Milreu) alguns caminhos para chegar ao fim do túnel. Nada de palestra sobre economia… nada de receitas milagrosas… mas um bom toque de disposição e atitudes eficazes para enfrentar isso tudo.

De Palestra “Como superar a crise e vender mais em 2009″

Falamos sobre novas concepções de gestão de pessoas e desenvolvimento humano… sobre as diferenças entre marketing e propaganda… e sobre o planejamento e a organização! Tudo isso como caminhos possíveis, para se organizar e planejar melhor. Nada de fórmulas prontas, mas maneiras pró-ativas de se trabalhar a crise.

Liderar e fazer acontecer, de verdade!

Como superar a crise e vender mais em 2009?

Postado no dia 30/janeiro/2009 em Comportamento, Sociedade por Gustavo Ferreira

Tempos difíceis? Depende dos olhos que olham…

Fala-se muito na crise e no impacto que ela tem sobre o custo de serviços e produtos. Mas em Bauru, por exemplo, será que a crise nos alcançou? Como eu disse a crise se agrava ou se ameniza à medida em que olhamos pra ela e decidimos por enfrentá-la ou por deixar que ela carregue nossas esperanças, empregos e pior, nossa dignidade.

Não estou negando a existência de uma crise econômica, de uma crise na prestação de serviços,  de uma crise de identidade, de uma crise do Estado, digo apenas que há uma saída e em Bauru não seria diferente. “Por onde se sai?”, perguntarão, e eu responderei o mais óbvio mas o menos pensado, que ouvi de Reginaldo Tech hoje: assim como na maioria dos cômodos, se sai pela porta que se entrou.

Reinventar-se, inovar e ousar.

Essas são premissas que determinarão o sucesso das empresas que querem sair da crise em 2009 e vender mais.

Acredito que Bauru e o centro-oeste paulista como um todo, na figura de seus empresários e por que não empreendedores deve buscar novas formas de enxergar as oportunidades desta época, dos chamados tempos difíceis ou tempos de crise. E a busca começa por informação.

Tenho a liberdade de dar uma dica aos leitores do blog: Pessoas e empresas devem se unir para disseminar informações sobre como desmistificar a crise e potencializar o sucesso dos negócios do interior, por isso recomendo a palestra “Superar a crise e vender mais em 2009″, que será um evento gratuito no dia 10 de fevereiro aqui em Bauru. Para mais informações basta clicar no link acima.