Feed

Chove lá fora e aqui, faz tanto………..buraco??

Postado no dia 4/dezembro/2009 em Comportamento, Comunicados, Cultura, Economia, Fotografia, Generalidades, Política, Sociedade, saúde por Kláudio Cóffani

Então, Lobão cantava essa canção nos anos 80/90. Na época ele dizia: faz tanto frio! Mas em tempos de aquecimento global e mudanças climáticas, podemos dizer que aqui em Bauru, não faz “tanto frio”, aqui faz “tanto buraco”.

Bauru deve possuir o solo mais fértil do mundo, pois aqui chove e brotam ávores,

brotam galhos, brotam folhas !!!

Veja a foto:

Com chuva, árvores brotam no solo de Bauru

Com chuva, árvores brotam no solo de Bauru

Isto acontece na cidade toda!!!

E acontece devido ao solo arenítico, escondido sob a capa asfáltica, sendo levado pelas águas que se infiltram nas chuvas, provocando enxurradas subterrâneas, que levam a terra, geram desmononamentos, criam buracos.

PARA  ALERTAR os demais motoristas e protegê-los de acidentes (como cair de carro ou de moto no buraco) alguns  cidadãos decentes plantam “árvores de advertência” pelas ruas.

Bauru vai virar uma “floresta urbanizada”, ou “um buraco urbanizado”.

Todos devem colaborar e PLANTAR árvores em buracos.

Muita chuva ainda vai vir nos próximos meses e poderemos evitar muita desgraça com essa simples medida PALEATIVA, mas necessária até a prefeitura enviar suas equipes de serviço.

Chove lá fora e aqui…………….. tem muito dengue !!!

Inclusive passem pelo Vitória Régia e vejam a campanha contra a Dengue,

conheçam o AEDES EGIPTY.

Campanha contra a Dengue

Campanha contra a Dengue no Vitória Régia

Chove lá fora e aqui………..depois escrevo mais.

O Curioso Caso de Uba-Uru

Postado no dia 5/fevereiro/2009 em Comportamento, Cultura, Sociedade por André Eiras

Dando um pequeno descanso a minha mente, como todo estudante/concurseiro precisa, fui ao Alameda assistir ao excelente filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. O filme narra a inusitada história de um homem que nasceu velho e vai tornando-se, aos poucos, jovem. Interpretado por Brad Pitt e Cate Blanchett, o filme é indicado a várias categorias do Oscar, a premiação de Hollywood (que não constará com nenhum filme brasileiro este ano).  O filme suscita diversas análises e deixa o expectador reflexivo por algum tempo, principalmente com um tema caro a todos: Qual é a “melhor idade”? A juventude ou a maturidade?

Podemos também transpor algumas reflexões sobre nossa cidade, e perguntarmo-nos se qual “idade” estamos vivendo. Estamos seguindo o curso natural do desenvolvimento ou voltando à infância? Realmente somos “sem limites” ou definidos por padrões pré-concebidos no âmbito político-econômico-social? Claro que são questões difíceis de serem respondidas e nem é de meu interesse, aqui nesse pequeno post, querer saná-las. Mas proponho uma breve meditação.

Tudo começa em meados do séc. XIX, onde pioneiros exploram a região centro oeste paulista. “Prospecção de novos negócios” é uma tendência econômica/administrativa moderna não? Desde seu início até a vinda da ferrovia para cá – em um resumo grosseiro de nossa história que faço -, Bauru vive da agricultura e da lavoura. Realmente, preocupação com comida é coisa do passado, correto? E claro, como poderia me esquecer, a introdução de ferrovias, que por essas bandas ocorreu em apartir de 1905,  é algo definitivamente antiquado e em completo desuso.

Um dos maior problemas que assola a europa, atualmente, é a questão da imigração. Claro que Bauru já teve “esse problema”, nas primeiras décadas do séc. XX. Mas espere? É um problema? Interessante observar que na cidade temos clubes e associações sócio-comerciais das mais diferentes nações, como a portuguesa (AALB), japonesa (Clube Nipo-Brasileiro), italiana (Dante Alighieri), etc, podendo ser mostrado diversos outros exemplos.

Poderia continuar a comparação entre juventude e velhice sobre a cidade (quem sabe em outros posts), mas deixo, como reflexão final ao post, uma cena do filme que muito me marcou. Benjamin (Pitt) está abraçado com sua mulher Daisy (Blanchett), defronte a um grande espelho, quando diz que gostaria de guardar para sempre aquela imagem dos dois, na plenitude de suas vidas, no que ele define com auge da felicidade, a “melhor idade” deles. Qual imagem Bauru legará à história? A de um passado progressista que consta nos livros de história ou o desenvolvimento que estamos vivendo? Qua ficará, verdadeiramente, ligado a nós, jovens?

Eclesiástes 11:9  – “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.”

PS: Porque Uba-uru?

Fevereiro é tempo de planejar

Postado no dia 27/janeiro/2009 em Economia por Glauciana Nunes

aulaDezembro e janeiro são meses diferenciados no calendário do brasileiro. Primeiro, é Natal, é festa de fim de ano da empresa, é revéillon, é gasto. Depois, em janeiro as crianças estão de férias, não há excesso de carros nas ruas, a cidade fica mais vazia.

O ditado, apesar de clichê, continua válido: o ano só começa depois do carnaval. Eu antecipo um pouco, pois acho que o ano só começa em fevereiro. O mês mais curto dá o tom do ano que vai se desenrolar.

Fevereiro é hora de colocar em dia as contas, de montar o planejamento financeiro para os 10 meses seguintes, de sonhar novamente e de voltar a estudar. Fevereiro é tempo de volta às aulas.

A economia se aquece novamente: lista de materiais, mensalidade da escola particular, volta dos universitários para Bauru, investimento no transporte escolar e outros inúmeros pontos que fazem os cofres bauruenses engordarem.

Investir em educação é premissa básica de qualquer pai, já que o sistema educacional brasileiro não atende. Então, é segurar por onde dá. Em meio a tantos gastos, o ideal é colocar tudo na ponta do lápis e calcular em que aspectos pode-se economizar.

E vale tudo: tentar uma bolsa na universidade, fazer pesquisa de preço de lista nas papelarias, brigar por um desconto na escola, pechinchar o valor da van escolar. Mesmo que a economia pareça pequena, somando tudo pode fazer a diferença. Fique de olho e boas aulas!

Bauru cuidando do trânsito

Postado no dia 26/janeiro/2009 em Política, Sociedade por Glauciana Nunes

A avenida Castelo Branco é o maior problema do trânsito em Bauru atualmente, afirma o Jornal da Cidade. Não glamurosa como a Duque de Caxias ou a Nações Unidas, essa avenida, que era a antiga estrada que ligava Bauru com Piratininga, criada em 1936, hoje é considerada como uma das grandes vias da cidade.

A Castelo Branco é ponto estratégico para várias partes da cidade e faz a ligação entre municípios, a algumas universidades e a importantes bairros de Bauru. Atualmente é considerada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) como o pior gargalo do trânsito da cidade.

Por estar fora das atenções como outras avenidas vedetes, a Castelo nunca foi alvo de cuidados, como suas concorrentes mais famosas. Entretanto, nos últimos anos a prefeitura tem se dedicado mais a ela: foram instalados semáfaros nos principais cruzamentos e colocadas lombadas eletrônicas.

Mas, apenas isso não basta para fazer o trânsito fluir adequadamente, principalmente na altura da rotatória Primaz Chujiro Otake. Nos horários de pico (por volta das 8h e 18h30) é um vai-e-vem desordenado de carros, ônibus e motos.

De acordo com o JC, a Emdurb vai tomar providências para melhorar o trânsito dos entornos da Castelo Branco, como proibir o estacionamento na avenida, vai liberar o viaduto Mauá (interditado desde setembro de 2008, por problemas na estrutura) e aumentará o diâmetro da rotatória.

Fico feliz que Bauru realmente esteja preocupada com o trânsito e as vias. Afinal, isso é crescimento ordenado. E nossa querida cidade merece essa atenção!

E você, enfrenta problemas na Castelo Branco ou em alguma outra avenida? Conte para nós!

Precisamos mesmo de tantos carros?

Postado no dia 8/janeiro/2009 em Política, Sociedade por Glauciana Nunes

TRANSITO

Acabei de ler no JC que “Prefeitura de Bauru vai ter R$ 5 milhões a mais de IPVA”. Não sei se rio ou se choro. O jornal noticia que, de acordo com André Yanagui, assistente fiscal da Delegacia Regional Tributária, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Fazenda, o aumento da arrecadação com o recolhimento do IPVA em Bauru segue uma tendência nacional. Ou seja, o número de carros cresce espantosamente no país todo.

E me pergunto: porque será que a aquisição de carros cresce tanto? Será que a população maior de 18 anos e com carteira de motorista cresce na mesma proporção?

Tenho alguns palpites. O primeiro e mais grave, em minha opinião, é que o carro deixou de ser um mero meio de transporte. O carro é objeto de desejo de grande parte das pessoas. Faz parte do imaginário coletivo. Não basta ter um bom carro, que não dê muita oficina… o que realmente importa é a imagem que as pessoas terão dentro dele. O quanto se sentirão com a auto-estima elevada dentro de um possante.

É claro que isso não é generalizado. Conheço um casal classe-média de Bauru que vendeu o carro por motivos libertários. Quer colaborar no combate ao aquecimento global. Vivem no Altos da Cidade e fazem tudo de bicicleta, a pé e, quando realmente precisam, usam um táxi. Seus três filhos estudam perto de casa e, assim, vão à escola de bike ou à pé. Fazem compras e pedem para o supermercado entregar. Enfim, adaptaram-se a um modo de locomoção bem raro, sobretudo em uma Bauru cada dia mais elitizada e glamurizada.

Admiro a atitude, mas não sei se as pessoas dariam conta de viver sem carro. O que não pode mais, e por diversas questões – aquecimento global, escassez do petróleo, poluição, excesso de veículos nas ruas, maior índice de acidentes de trânsito e etc – é famílias de quatro pessoas terem quatro carros.

Ah, e o pior de tudo, é que esse montante a mais do IPVA arrecadado em Bauru não será totalmente aplicado em investimentos na cidade. Apenas 2% voltará em benefício da população bauruense. É que uma lei diz que grande porcentagem deste valor pertence à máquina administrativa. Pois é, minha gente!