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Amigo é pra essas coisas!

Postado no dia 13/dezembro/2008 em Comportamento, Cultura, Economia, Generalidades, Lazer, Sociedade por Reginaldo Tech

Amigo que é amigo, mesmo que seja secreto, não desmerece o presente do amigo, mesmo que seja oculto. E para mudar um pouco, vou pedir para o bauruense não ir para a Batista de Carvalho, que hoje é calçadão, nem adentrar o Bauru Shopping, que está ficando cada dia melhor.

Quer dizer, não adentrar para comprar CDs, livros, camisetas ou outros badulaques que se dá quando brincamos de amigo secreto. Quero sugerir outra coisa. Mas é uma sugestão que serve muito para mim, e não sei se serve para o resto do planeta ou para os bauruenses.

Minha sugestão é dar outro tipo de presente. E aí vai. Leve seu amigo secreto para conhecer algo de muito interessante na cidade de Bauru… este pode ser um presente bacana e diferente. Para tanto, vou dar algumas dicas de lugares bons e interessantes, sob o meu ponto de vista… ou seja, sob o ponto de vista de um professor de literatura, de comunicação, de desenvolvimento humano, de gestão de pessoas. De certa forma, uma cabeça meio poética.

Lá vai! A maioria das pessoas, quando quer caminhar, vai para a Getúlio Vargas… ou para o Jardim Botânico, quando quer fazer uma trilha. Está na hora de conhecer mais a cidade: vá ao Horto Florestal, que fica na avenida Rodrigues Alves, quase chegando no Jardim Redentor. O lugar é show de bola… e já tem segurança andando pelas boas trilhas.

Outro lugar bacana que você pode levar o seu amigo secreto, como o melhor presente, é um café. Bauru já tem alguns cafés bem interessantes. Pode ser para um café da manhã, da tarde ou a qualquer hora do dia. Vá ao Pepper, que fica na rua Julio Maringoni, perto do Skinão, ou vá ao Evoé, que fica bem na Praça Portugal.

Mas você também pode levar o seu amigo para comprar o presente dele. Isso mesmo. Ao invés de comprar e fazer aquele mistério, faça o mistério na compra. Leve-o para tomar uma café e peça para ele escolher um livro. O lugar para comprar o livro pode ser o Empório Cultural… da Getúlio (e você já pode tomar o café no Fran’s) ou do Bauru Shopping, que tem o seu próprio café.

E se você pegou um mala como amigo secreto? Aí, meu amigo, o presente é mais fácil ainda. Leve o sujeito (ou a sujeita) para dar uma volta nas imediações dos trilhos da Noroeste, Paulista, Sorocabana. Leve-o para ver as antigas oficinas da Noroeste… para ver a parte baixa da Vila Falcão… para ver a Estação Ferroviária… e, se você odiar o seu amigo… hehehe… mostre o viaduto! E por hoje é só… porque eu preciso postar no meu blog.

Leishmaniose: um perigo real para animais e pessoas

Postado no dia 9/dezembro/2008 em Generalidades por Glauciana Nunes

Fazia três meses que ele mancava de uma perna, que já não se alimentava bem, que tinha feridas pelo corpo todo e manchas na pele. Seus pelos, antes tão brancos, agora já se pintavam de vermelho, cor do sangue que os machucados soltavam. Os veterinários medicavam com corticóide e ele melhorava. Chegou um ponto que não havia mais melhora. E, então, o que temíamos foi constatado. Shibo tinha sido infectado com leishmaniose. Em uma manhã ensolarada, ele foi entregue ao veterinário para que fosse sacrificado. Uma escolha dura e difícil. Divididos entre o sentimento de pena e culpa, ele foi entregue. A decisão ocorreu quando começou a soltar sangue pelo nariz e na urina. Sintomas mais do que explícitos de que a doença já o estava matando.

Shibo era um boxer branco, tinha cinco anos e sempre foi um cachorro muito alegre. Chegava a irritar, com seus pulos, lambidas e latidos. Sempre à postos, defendendo o quintal e fazendo festa quando alguém chegava em casa. Apesar do latido forte, parecia inofensivo. Um espírito infantil, sempre brincalhão.

A leishmaniose, doença que matou Shibo, também chamada de “Úlcera de Bauru”, é uma patologia ainda sem cura, classificada como zoonose (doença dos animais que pode se transmitir ao homem). É infecciosa e parasitária. Não existe o contato de humano para humano, mas sim de animal para humano. A transmissão da Leishmania se faz pela picada de uma mosca, conhecida em algumas regiões do país como mosquito palha.

Triste, mas nem tão grave, é ver a doença em um cachorro. O problema é quando a doença passa do animal para os seres-humanos. Um mal com tratamento difícil e que pode vitimar pessoas.

A leishmaniose surgiu em Bauru, interior do estado de São Paulo. Há quase cem anos atrás, trabalhadores que construíam a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foram surpreendidos por uma estranha doença, que abria grandes feridas em seus órgãos internos. Por essa doença, que ficou conhecida como “Úlcera de Bauru” e não era noticiada em nenhuma outra cidade do Brasil, o município ocupou lugar na mídia nacional.

Agora, quase um século depois, Bauru ainda continua sendo a cidade de maior incidência da doença. Em notícia dada pela rádio 94FM, o Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde informa que recebeu, até junho de 2008, cinco novas confirmações de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) em Bauru, encaminhadas pelo Instituto Adolfo Lutz. E o Jornal da Cidade noticia que já são totalizadas oito mortes neste ano.

As vítimas têm idade entre 1 e 18 anos e são moradores dos bairros: Parque Jaraguá, Parque Santa Edwirges, Parque Santa Cândida, Jardim Nova Paulista e Vila Dutra. Com as novas confirmações, Bauru passa a totalizar 16 casos de LVA em 2008, com 1 óbito. No ano passado, foram 40 casos da doença, com 7 óbitos.

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) apresentam as normas e condutas para a identificação e o tratamento de pacientes graves com leishmaniose visceral (LV). Além disso, o Centro de Controle de Zoonoses de cada município alerta para que os cães infectados sejam encaminhados para sacrifício.

Muito mais que sentir pena por sacrificar o bichinho de estimação, fica o senso de irresponsabilidade de manter um animal infectado em casa. Além de causar risco de infecção para os moradores, ainda pode ajudar a elevar o índice da doença na cidade como um todo. Além disso, outra medida preventiva é manter quintais e terrenos baldios sempre limpos, evitando o acúmulo de lixo orgânico em decomposição, já que o mosquito vetor se reproduz nesse cenário.

Serviço:
Centro de Controle de Zoonoses.

Endereço: Rua Henrique Hunziker, S/Nº. Bauru – SP.
Telefones: (14) 3281-2646 e 3281-7034.
Horário de Funcionamento: De segunda à sexta-feira, das 7h às 17h.

Fontes:
www.abcdasaude.com.br
www.94fm.com.br
www.jcnet.com.br


Nossas locomotivas

Postado no dia 8/dezembro/2008 em Economia, Sociedade por André Eiras

Sempre tive uma queda por assuntos relacionados à trens e ferrovias. Parte devido à minha própria história, como meu avô materno, que trabalhou quase toda sua vida como chefe de trem, e pelo ofício de historiador, onde visualizo a importância desse meio de locomoção imbricado na história de nossa cidade.

Ao ler o post do Renato Cardoso, lembrei-me de uma notícia que me deixou esperançoso: a construção, depois de décadas, de uma locomotiva com capital e tecnologia nacionais.

Recordo claramente, na infância, da intensa movimentação que havia na ferroviária de Bauru. Do conforto nas longas viagens, como uma para o Mato Grosso, com minha família, em um carro-dormitório, que atualmente os ônibus não proporcionam. Sem levar em conta o tempo de intimidade com eles e até animadas “brigas” com minha irmã sobre quem teria o privilégio de dormir na parte superior do beliche.

Há várias iniciativas no Brasil para retomar a malha ferroviária e sua utilização tanto para transporte de carga quanto de passageiros. E podemos retomar, também, nossas estações ferroviárias, com interessantes idéias, como a do Fernando.

Para quem gosta desse assunto, deixo a dica de um site sobre as estações ferroviárias do Brasil. Os leitores desse blog que moram nas cidades circunvizinhas podem procurar por suas estações ou contribuir com fotos e informações atualizadas sobre a atual situação.

Estação Ferroviária, o que será dela?

Postado no dia 3/dezembro/2008 em Comportamento, Cultura, Gastronomia por Fernando Fernandes

Como está dito no meu curriculum, orgulho-me de ser filho de ferroviário. Entao nasci e cresci perto dos trilhos da estrada de ferro, mais precisamente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Aquela por cujo apito dos trens os mais velhos acertavam os seus relógios, movidos a corda!
Parece coisa muito velha, não é?

Olhe a foto ai acima e veja se ela lhe lembra algum lugar.
Pode ser que vc a identifique, pois trata-se de uma antiga estação ferroviaria, desativada em 1973 e depois transformada em museu, inaugurado em 1986: Museu Dorsay, em Paris (www.pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Orsay)

Se tiver curiosidade, acesse o link acima ou pesquise no Google e ficará por dentro do porque da transformação da antiga estação em museu.

Mas e a nossa estação, que fim levará?

Esperamos que o prefeito eleito, tão ligado a cultura, consiga transformar nossa estação ferroviária desativada, como fizeram com a Gare Dorsay, num espaço de exposições de categoria internacional.

Se o espaço for adaptado adequadamente e os mentores da cultura da cidade forem suficientemente esclarecidos (não temos duvida disso), grandes obras, como as que estão expostas naquele museu, poderão ser vistas por aqui.
Pense bem senhor prefeito: quantos bauruenses podem se dar ao luxo de vistar o original, em Paris?

E mesmo por aqui, quantos podem visitar os Museus existentes na capital, como o MASP, so para citar um?
Então pense grande e inicie o projeto, com recursos da LEI ROUANET, do BNDES, da Petrobrás, etc.
Com determinação nata dos jovens, é possivel que em 8 anos consiga terminar a obra e inaugurá-la.

Mas nada de descansar. É partir para candidatar-se a Deputado Federal, coisa para político experiente..

E vc, o que acha?

Aguardamos seu recado.