Santo de casa não faz milagre: Bauru “exporta” humanização na saúde, mas falta humanização na saúde em Bauru.
Hoje, dia 30 de junho, a Humaniza Brasil, grupo que trabalha com treinamentos e palestras vivenciais em humanização na saúde, além de treinamentos corporativos e coaching executivo, comemora um ano de intensos trabalhos. Na verdade, tudo começou individualmente, quando os profissionais da Humaniza Brasil, especializados em gestão de pessoas, saúde e outras áreas afins, começaram suas carreiras; alguns com 25 anos de experiência. Particularmente, fico feliz em participar desse grupo e de poder expor todo esse trabalho no meu blog pessoal.
Ontem, dia 29 de junho, li no Jornal da Cidade uma notícia muito ruim: Ministério Público Federal cobra melhor atendimento a idosos em Bauru. Segundo a matéria, o estatuto do idoso não está sendo respeitado na área da saúde, mas isto não é culpa da atual administração e sim de anos sem trabalhos mais decisivos de humanização e acolhimento, apesar da existência da Política Nacional de Humanização há seis anos.
Ou seja, de um lado, Bauru vai amargando uma estrutura que há anos não funciona a contento, com precariedade no trato c0m o público e pouquíssima capacitação em desenvolvimento humano na saúde. Por outro, a Humaniza Brasil vai exportando seus treinamentos, palestras e consultorias na área. São 26 cidades do interior paulista atendidas pelo grupo, contabilizando mais de 4 mil pessoas que já participaram dos trabalhos da Humaniza Brasil e a primeira página do Google.
É Bauru exportando humanização na saúde e, mais uma vez, aquele velho ditado se revelando: “santo de casa não faz milagre”. E tem mais: em agosto, a Humaniza Brasil vai representar a região no II Seminário de Humanização na Saúde, promovido pelo Ministério da Saúde, em Brasília, e já começa a ganhar outras regiões, como grande São Paulo, litoral paulista, Minas Gerais e Paraná.





As pessoas ficaram sem ação, já que a única iniciativa foi chamar o resgate. Percebi que nós não estamos preparados para ajudar de alguma forma mais efetiva uma pessoa que sofre um problema assim. Massagem no coração ou alguma iniciativa assim não aconteceu. Todos, ali, aguardando o resgate, sem saber o que fazer. Percebi que informações sobre primeiros socorros são importantíssimas.
A sirene anunciou a chegada dos bombeiros. Rapidamente os homens foram executando suas tarefas. A massagem do peito do homem foi suficiente para que o soldado gritasse: “cabo, ele voltou a respirar… ele está respirando”. Retirado do carro e colocado na maca, em segundos o homem já estava dentro do carro de resgate.
A sirene tocou novamente… todos ali, obeservando, ficaram felizes… a vida estava salva. Mas fica aqui o lado preocupante: apesar de todos ali, de alguma forma tentarem ajudar, não estamos mesmo preparados para tomar alguma iniciativa de primeiros socorros.