Desrespeito com a terceira idade e com animais em Bauru
Meu post de hoje é referente à uma denúncia que o colaboradores@baurublog.com.br recebeu de Rosana Orcini Bernardi.
Não sei muito bem como fazer chegar ao Prefeito Rodrigo Agostinho, o que vou relatar abaixo:
Como de costume semanalmente vou ao Cemitério da Saudade para cuidar do túmulo de familiares. Sempre fui agraciada pela presença de vários gatinhos no local. Mesmo sabendo que o cemitério é um local onde enterramos os nossos ente-queridos, nunca me importei com a presença destes animais, afinal, que culpa eles têm de serem abandonados ali? Por muitas vezes também observei uma senhorinha sexagenária, muito pobrezinha, dividindo com esses bichinhos o pouco de alimento e ração que obtinha por meio de doação. Admirava a humanidade desta pessoa…
Quando a gente acha que as coisas estão perdidas ao ver tanta violência na televisão, temos exemplos de pessoas com grandes corações, que fazem as coisas valerem a pena.
No entanto, fui surpreendida nesta semana ao chegar no cemitério. Entrei e não vi os gatinhos, mas pensei… “devem estar dormindo, já que está bem quente”, realizei a troca de plantas e a limpeza do túmulo de minha família e passei pela administração do cemitério para obter informações sobre os animais.
O que ouvi foi vergonhoso!… Soube que o novo diretor do local, Sr Perez, chamou o CCZ (zoonoses) para retirada dos animais, alegando reclamações de visitantes ( o que é extremamente questionável). Os animais que não foram recolhidos lá estão condenados a morrer de fome até que novamente o CCZ retorne para tentar tirar os outros animais que mais ariscos, fugiram. A senhorinha? Está proibida de entrar no interior do cemitério, responde a um processo no qual o Diretor Perez alega ter ela violado túmulos ( se vocês pudessem ver como ela é frágil, teriam a mesma certeza que eu tenho, ou seja, ela não conseguiria fazer uma violação nos túmulos) e ainda colocou 3 novos funcionários para retirar quaisquer alimento que por ventura esta senhorinha conseguir colocar escondida, no interior do cemitério.
Chega a ser patética a atitude desse diretor do cemitério… Que mal a senhorinha fazia a ele, aos familiares ou a qualquer indivíduo que por ali passasse? Ele não tem motivos sólidos nem base nenhuma para desrespeitá-la deste jeito…
O que gostaria de salientar diz respeito a crueldade com dois eixos da sociedade que são frágeis: os animais e o idoso. A intolerância percebida na atitude do diretor do Cemitério é tão grande que perpassa valores como “amor incondicional à vida” e “respeito aos mais velhos”, ou se quiserem “violação ao estatuto do idoso”. Não seria apenas uma ordem judicial a proibir alguém de ir ou vir? O que será feito desses animais no CCZ? Será respeitada a lei que vigora para o Estado de São Paulo com proibição a eutasia quando não houver doença no animal? O Prefeito Rodrigo Agostinho, tutor legal dos animais errantes, tem conhecimento disso? Como ambientalista essa atitude é pertinente aos valores que por toda sua vida ele tem divulgado? E afinal, a quem esses pobres animais, rejeitados por seres humanos, estão causando mal?
Gostaria muito de contar com vocês para que essa denúncia chegue ao Prefeito.
Obrigada
Rosana
Olha Rosana, eu não sei te dizer se o prefeito lê o BauruBlog, mas acredito que com esse post talvez a nossa indignação chegue até ele e algo possa ser feito em relação ao descaso com os animais e à senhorinha que não faziam mal nenhum a ninguém no cemitério. Se ele não lê espero que alguém que o conheça e leia, passe essas informações até ele.
Muito obrigado por nos avisar deste caso. Este é um espaço para discutirmos e divulgarmos o que acontece em Bauru e lutar pelos direitos dos cidadãos de bem desta cidade.



Com esta campanha dá para notar o interesse e a estrutura que o Ministério da Saúde tem. O problema, mais uma vez, é na ponta. Esta campanha é um verdadeiro multirão de humanização na saúde, pois a humanização não é simplesmente “atender sorrindo”, mascriar mecanismos e estratégias para o atendimento de qualidade, principalmente através da saúde preventiva.