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Associação Hospitalar de Bauru: é hora de humanização na saúde

Postado no dia 4/janeiro/2010 em Comportamento, Política por Reginaldo Tech

Aqui em Bauru, recentemente, a notícia de má gestão na Associação Hospitalar abriu espaço para mudanças, que nos parecem ser profundas. Ou seja, a Polícia Federal e o Ministério Público desmontaram uma bomba relógio… e as coisas (perece) voltaram a funcionar. No dia 1º de dezembro de 2009, o Jornal da Cidade publicou matéria intitulada: “AHB visa melhoria de atendimento”, com informações importantes a respeito da reorganização porque passam o Hospital de Base e a Maternidade Santa Isabel.

Segundo a matéria do JC,
melhoria de gerenciamento, modernização, profissionalização da estrutura, novo modelo de gestão e aprimoramento profissional são algumas “palavras de ordem” dentro da nova gestão da AHB, cujo interventor, Fábio Tadeu Teixeira precisa de todo o apoio da comunidade e dos poderes constituídos. Agora é a hora de mudanças radicais, para que trabalhadores da saúde e usuários do SUS sejam os grandes timoneiros dessas transformações.

Nesse ponto, é preciso retomar (mais uma vez) os indicativos do Ministério da Saúde, que norteiam os prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo, pelas boas palavras da PNH, a Política Nacional de Humanização. Se a Associação Hospitalar de Bauru está modificando bases, estratégias e protocolos, inclusive realizando mudanças nos protocolos de atendimento e não apenas nos protocolos médicos, chegou a verdadeira hora da virada. E essa virada é a humanização e o acolhimento.

Quando se fala em humanização e acolhimento é preciso que se busque o mais profundo envolvimento do prestador (no caso, a AHB) com seus colaboradores e usuários do sistema, já que o SUS somos todos nós. É bem verdade que qualquer trabalho de humanização e acolhimento não surte efeito a curto prazo, mas as mudanças começam a aparecer logo nos primeiros dias em que se escolhe este caminho. Tenho falado isso em minhas palestras sobre humanização na saúde e qualidade de vida.

Humanização é concretização…
e pode ser gerada através de trabalhos vivenciais, com  monitoramento de resultados. Nossas experiências em instituições públicas e privada, hospitais e secretarias de saúde, distribuidoras de medicamentos e planos de saúde, sempre tratando da condução de projetos de implantação de humanização e acolhimento, nos dão a certeza de que o choque de gestão é um  dos bons caminhos, com mudanças estruturais; reorganização do organograma (como está fazendo atualmente a AHB; instalação de ouvidoria realmente independente; e comunicação integrada, inclusive com a produção do guia do usuário, com linguagem simples e que atinja o cidadão.

Caminhando pela Getúlio Vargas

Postado no dia 27/dezembro/2009 em Comportamento por Reginaldo Tech

Isso aí mesmo: calce o tênis, bote uma roupa confortável… e vá caminhar na Avenida Getúlio Vargas. Esse é o bom lugar para se ver as pessoas e, passo a passo, relaxar. Agora tem academia ao ar livre e água potável. Tem também a ciclo-faixa e muita… mas muita gente mesmo. E até que é bom!

Você pode começar por qualquer lugar, pelas imediações do Shopping, contornando a cabeceira da pista do aero-clube, caminhando até a base do policiamento aéreo, passando pela nossa grande árvore e pela Polícia Federal. Ou faça o trajeto contrário. Eu faço qualquer um.

O ideal é você não olhar muito para as casas comerciais, pois ali existem muitos bares de boas comidas e bebidas geladas. Então, olhe para a frente e para as pessoas que passam, pois a tentação para sair dali, atravessar a rua e ir comer e beber algo é grande.

Pare e faça alguns exercícios na academia ao ar livre, mas visite periodicamente o seu médico. Caminhe periodicamente e não apenas quando lembrar que caminhar é bom. E tem mais uma: cuide também da sua alimentação, comendo menos carnes e mais frutas, legumes e verduras.

Tudo isso é muito bom… e 2010 está pertinho para você mudar (realmente) de vida. Se quiser, antes de sair para caminhar entre no blog de Reginaldo Tech para ler alguns textos proativos sobre qualidade de vida. Mais uma coisa: estas indicações são muito importantes, inclusive para mim!

Viver bem em Bauru… e em qualquer lugar

Postado no dia 9/abril/2009 em Comportamento, Generalidades, Sociedade por Reginaldo Tech

Acordamos e nos damos conta de que o sol, o céu e o vento embalam o nosso dia. Inspirados na noite de sono profundo, mastigamos o nosso café e nem pensamos na vida. O cotidiano vai surgindo em nossa mente… e ligamos o carro, encontramos as pessoas e começamos a receber telefonemas. O dia está no meio da manhã e os nossos pensamentos já se derreteram em e-mails, links, conexões e o cartão do banco que não faz nascer dinheiro no caixa automático.

stressadaÉ assim em Bauru… é assim em qualquer lugar do centroeste paulista… e do mundo! E alguns bauruenses dizem que aqui é pior. Mas não é. Pode ser igual, mas pior nem é. Alguns bauruenses dizem que viver bem aqui é difícil, mas é difícil em qualquer lugar, quando o foco está na negatividade e não na positividade.

Outro dia, estava eu no Empório Cultural do Shopping, folheando um livro sobre stress, quando uma conhecida chegou e me falou: “nem com livro de auto-ajuda dá para ser feliz em Bauru”. Me indignei e devolvi: não leio livros de auto-ajuda. Ela continuou a perseguição: “nada me faz feliz em Bauru”. E eu perguntei: você não está bem? Ela me disse: “está tudo muito ruim”. E antes que eu fizesse a próxima pergunta, a moça emendou: “mas o pior há de vir”. Fechei o livro, dei um leve aceno e fui tomar um sorvete no piso superior.

mundo-derretendoApós o sorvete… de chocolate, passei a olhar as coisas da cidade e a perceber: é assim aqui e é assim em qualquer lugar. As pessoas não sabem viver bem… ficam no stress negativo… e, assim, sempre de mal com a vida. Que coisa, hein! E continuei meus pensamentos… até chegar na Tech Tur e abrir o meu computador… para, então, começar a escrever um programa de qualidade de vida, levando em consideração as palavras daquela conhecida tão estressada; os ensinamentos da psicóloga e antropóloga, Susan Andrews, coordenadora do Parque Ecológico Visão Futuro, onde fiz especialização em biopsicologia; e também as notícias do mundo a respeito da qualidade de vida e de trabalho das pessoas.

E tudo saiu do jeitinho que eu queria. Veja alguma coisa a respeito dos blogs Dois Pontos e Humaniza Brasil. Perceba a importância disso tudo que é a concepção do programa e acredite: “não precisa ser zen para viver bem”, inclusive em Bauru. Bons ovos… e bons coelhos pra todo mundo!

Passeio de moto a Pardinho – na crista do Polo Cuesta

Postado no dia 27/fevereiro/2009 em Lazer por Fernando Fernandes

Terça feira de carnaval. Eu, o Gilberto e o Waltinho, todos já bem vividos, como pode se ver nas fotos, combinamos um passeio de moto por alguma cidade da região e venceu Pardinho, cidade que fica a 1.100m e altitude e está inserida no Polo Cuesta (www.polocuesta.com.br).

Fernando com a DragStar do Reinaldo e WaltinhoGilberto e Waltinho com as motos:BMW 1000 e XT600

Saimos do Posto BR na praça Portugal com destino a Botucatu, primeiramente, depois Castelinho e, a exatos 107 km de Bauru, adentramos a vicinal que leva a Pardinho. Trata-se de uma estrada pouco movimentada, bem pavimentada e com uma paisagem lindissima.

Quando atingimos 127 km de Bauru, chegamos a famosa Serrinha e seguimos a direita, no sentido Castelo Branco. Nesse trecho existem muitos mirantes naturais, mas o mais interessante é o que fica numa sequencia de curvas que impedem que por aquela vicinal trafeguem caminhões de grande porte, pois eles nao fariam as tais curvas. A foto mostra bem isso.

Paisagem da serrinha de Pardinho - ao fundo o RodoServ StarDetalhe da qualidade da estrada

De la do alto, pode-se ver o Rodoserv Star, projeto do saudoso Jurandir Bueno Filho, com projeto elétrico do Beto Benjamin, que por sinal faz 50 anos hoje e com certeza foi muito cumprimentado pelo grande círculo de amigos que possui.

Depois de todas as paradas para tirar fotos e admirar a paisagem, chegamos ao ponto principal da viagem: o restaurante onde almoçariamos, chamado A Camponesa, instalado ao lado da Rodovia Castelo Branco, sentido interior, pertencente a Rede Graal.

O almoço e o prato

A comida lá é farta e de ótima qualidade. Voce se senta e já lhe servem um grande prato de batata frita tipo chips, mas fresquinhas, enquanto você escolhe o que vai pedir. Nós comemos um filé a parmeggiana. A foto mostra o tamanho do prato. Estava tudo muito bom.

Descansamos um pouco e retornamos a Bauru, aqui chegando por volta das 16 horas. O percurso foi de 260 km e cada moto consumiu 12 litros de gasolina, fazendo cerca de 22 km/l. E olha que são motos grandes: uma Yamaha XT 600 cc, uma DragStar de 650 cc e uma BMW de 1000 cc.

Até o proximo passeio.

Escuta o mato

Postado no dia 1/dezembro/2008 em Economia, Sociedade por Renato Cardoso

Não teria chegado o momento de invertermos nossa forma de raciocinar a expansão de Bauru?

Vamos deixar o mato crescer em paz.Sempre fomos (ou pelo menos a maioria o foi) favoráveis à expansão da cidade, com mais prédios, mais construções, crescimento, maior cidade, mais ruas, calçadas, esgoto, água, luz, consumo, investimento, despesa, administração.

A pergunta agora é uma só: crescer pra quê? O tamanho de Bauru está ótimo e até já temos congestionamento por aqui. Por quê teríamos uma cidade com próximo a 500 mil habitantes, tamanho criticado por todos os analistas em qualidade de vida? Deixem como está que já está de bom tamanho.

Agora chegam mais investidores de olho em nossa mata virgem (pouco do que ainda existe) e quer por tudo abaixo e deixar em seu lugar torres de apartamentos para não sei quem vir morar em Bauru.

Lembremos Jobim:
“Escuta o mato crescendo em paz
Escuta o mato crescendo
Escuta o mato
Escuta
Escuta o vento cantando no arvoredo
Passarim passarão no passaredo
Deixa a índia criar seu curumim
Vá embora daqui coisa ruim
Some logo
Vá embora
Em nome de Deus é fruta do mato.”