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Urgente: defendam o Sanduíche Bauru!

Postado no dia 3/maio/2009 em Cultura, Economia, Gastronomia por Kláudio Cóffani

ente, neste domingo, dia 03 de maio, enquanto navegava, acessei o UOL e li uma “chamadinha” que dizia: “Uma ótima opção para o primeiro de Maio: O sanduíche Bauru”. Pareceu-me que a foto apresentava um sanduíche “com presunto”. Cliquei e fui visitar o link do site “M de Mulher“. E para meu espanto a receita do “tradicional Bauru” apresentada era/é uma coisa totalmente errada!!! Mas, esse é o erro que se disseminou pelo país. Todos sabem que uma mentira repetida mil vezes vira “verdade” ou “mito”.

Entendo que nós, bauruense, TEMOS QUE INSTIGAR  a divulgação da receita e do verdadeiro Bauru! Ele deve ser parte de nossa economia, de nossa cultura, de nossa gastronomia, de nosso comportamento, tradições e orgulho. Só Bauru conseguiu a façanha de ser um “sanduíche”, de estar “na boca de todos”, de ser famoso em todo o país. Uma propaganda (grátis) dessa é muito rara  entre 6.000 municípios, deste país. Gente, nós de Bauru podemos falar: “Bauru, gostosa por natureza !!”

Reagi, tentei IMEDIATAMENTE postar o seguinte – e curtíssimo – comentário: ” Pô, receita  está errada! O “tradicional Bauru” é o VERDADEIRO SANDUÍCHE  “Bauru”, inventado em 1933, no Ponto Chic – pelo então radialista Casimiro Pinto Neto, o Bauru. A Receita original leva lagarto fatiado,pepino em conserva, pão francês.” Porém, nao consegui até agora, por problemas do site.

Assim, estou disseminando o problema seríssimo para TODOS os demais “Baurófitos“. Vou telefonar para o Fernando Mantovani ( www.mantovaninet.com.br, OU no blog dele :  www.blogdomantovani.com) para ele, como Vereador sério que é, promova a defesa do que ele vem defendendo há anos: O SANDUÍCHE BAURU VERDADEIRO!! ( visite o site: http://www.sanduiche.baurusp.com.br)

Vamos teclar em prol do Verdadeiro sanduíche Bauru. Temos que ir até a Ana Maria Braga, se for o caso.

A receita do VERDADEIRO sanduíche Bauru é:

Receita original

Ingredientes

  • 250 gramas de uma peça de lagarto
  • 80 g de queijo prato
  • 80 g de queijo suíço
  • 80 g de queijo estepe
  • 10 g de queijo provolone
  • Água o quanto baste
  • 1/2 colher de sopa de manteiga
  • 6 rodelas de tomate
  • 6 fatias de pepino (antes de usar o pepino, deixe-o por quatro dias em uma conserva de vinagre de vinho branco).
  • 3 pães franceses
  • Sal a gosto

Preparo da Receita Original

Aqueça bem uma chapa de ferro (ou assadeira) no fogão e coloque a carne de lagarto, inteira, sem nenhum tempero. Vire-a seguidamente para que vá assando com uniformidade, até formar um centímetro e meio de carne bem assada, com o centro rosado. Depois de pronto o rosbife, corte-o em fatias bem finas.

Fatie os queijos. Leve uma panela ao fogo, com três copos de água. Acrescente a manteiga e aqueça, até que se forme uma camada de óleo por cima. Abaixe o fogo. Coloque na água o queijo provolone. Junte depois os outros queijos, aos poucos, mexendo sempre e acrescentando água quando necessário, até que se forme uma pasta uniforme.

Corte o pão ao meio, no sentido do comprimento. Em uma das partes, coloque quatro fatias do rosbife, temperadas com sal (na hora). Sobre o rosbife, disponha duas rodelas de tomate e duas fatias de pepino. Retire um pouco do miolo da outra parte do pão e acrescente um terço do queijo fundido, quente. Feche o sanduíche e corte sem sentido diagonal.

Repita o procedimento com os outros dois pães e sirva imediatamente.

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VERDADEIRO SANDUÍCHE  “Bauru”, inventada em 1933, na famosa lanchonete paulistana – o Ponto Chic – pelo então radialista Casimiro Pinto Neto, o Bauru, apelido que recebeu quando chegou São Paulo, vindo da cidade de Bauru. Numa noite, chegando atrasado ao Ponto Chic para uma partida de sinuca, Casimiro quis comer algo rápido e substancioso. Chamou Carlos, o principal sanduicheiro da casa, e orientou: “Abra um pão francês, retire o miolo e ponha dentro queijo derretido”. Enquanto Carlos anotava, Bauru comentou: “Está faltando proteína nisso”. Deu então a ordem: “Acrescente umas fatias de rosbife”. O sanduicheiro se afastava quando Bauru completou a receita: “Carlos, bota também umas fatias de tomate”.

Quando Bauru estava comendo o segundo sanduíche chegou um amigo e pegou um pedaço de seu lanche – gostou – e gritou para o garçom, “Me vê um destes do Bauru.” A partir daí os amigos foram experimentando e o nome foi ficando. Todos quando iam pedir falavam: “Me dê um do Bauru”, “…me dê um Bauru”, e assim ficou o nome para o sanduíche inventado por Casimiro Pinto Neto – Sua Excelência – o BAURU.

Com a intenção de deixar o lanche ainda mais saboroso, os chefes de cozinha foram adicionando, nas últimas décadas, novos ingredientes à receita original do Bauru. Assim, o lanche passou a incluir, além de tomates frescos, fatias de pepino curtido em vinagre de vinho branco (picles) e vários tipos de queijo.

bauru-tradicional

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No site estava a receita do FALSO Bauru, o qual indica que está no site da Ana Maria (Braga).

Tempo de preparo: Demorado (acima de 45 minutos)
Rendimento: 6 porções
Nível de dificuldade: Médio
Categoria: Pão
Calorias: 324 por porção

Ingredientes

Massa
· 1 tablete de fermento biológico
(15 g)
· 2 colheres (chá) de açúcar
· 1 colher (chá) de sal
· 1/4 de xícara (chá) de óleo
· 1 xícara (chá) de água morna
· 1 ovo
· 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
· 1 gema batida para pincelar
· Orégano para polvilhar

Recheio
· 150g de presunto fatiado
· 150g de queijo branco fatiado
· 2 tomates cortados em rodelas temperadas com azeite e orégano
· 200g de catupiry

Modo de preparo

Em uma tigela, dissolva o fermento com o açúcar e o sal. Acrescente o óleo, a água, o ovo e misture bem. Aos poucos junte a farinha e trabalhe a massa até ficar homogênea. Acrescente mais farinha se necessário. Sove a massa, divida em 12 porções. Cubra e deixe descansar até dobrar de volume. Abra cada porção com um rolo e recheie com o presunto, o queijo branco, o tomate e catupiry.

Enrole e feche as pontas. Coloque em uma assadeira untada com óleo e deixe descansar por mais 20 minutos. Pincele a gema, polvilhe o orégano e leve para assar no forno pré-aquecido a 200º por aproximadamente 30 minutos.

Dica: Para saber se a massa cresceu o suficiente, aperte-a com o dedo, se ficar a marca, está no ponto certo.

Conteúdo do site AnaMaria

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Vai um Bauru aí?

Postado no dia 9/dezembro/2008 em Comportamento, Comunicados, Cultura, Economia, Gastronomia, Generalidades, Lazer, Mídia, Política, Sociedade por Reginaldo Tech

sanduiche-bauruBom dia! Boa tarde! Boa noite! Casimiro Pinto Neto, quando inventou o sanduíche Bauru, no Ponto Chic, na “poluicéia desvairada” (como diria o grande Flávio Pedroso), não imaginava o quanto seu invento seria famoso. Come-se o Bauru em todos os cantos do Brasil e em vários lugares do exterior. Eu já comi o sanduíche em Buenos Aires… e, dizem, pode-se pedir o Bauru no Paraguai, Estados Unidos e até no Japão.

Mas é aqui na Sem Limites que se come o verdadeiro Bauru, já que em todos estes outros lugares, com exceção do Ponto Chic, em Sampa, come-se mesmo é um misto quente com tomate (Leia-se presunto, queijo e tomate no pão de forma). Talvez quem tenha popularizado este Bauru de segunda categoria tenha sido as Lojas Americanas.

Skinão

Então, se o querido leitor, quiser, em Bauru, comer o legítimo Bauru, precisa ir ao Squinão ou a um bar que fica bem ao lado do Bauru Shopping. O nome deste segundo bar eu não me recordo, mas me parece ser algo como o Ponto Chic também e fica na rua que circunda o Shopping, pouco antes do Wal Mart. Nestes dois lugares, o sanduba é feito com rosbife, picles e queijo derretido em banho-maria.

Parque Vitória RégiaDe qualquer forma, comer é sempre bom, mas precisa ser uma comida autêntica e feita com amor. E o legítimo Bauru só é legítimo se for feito artesanalmente. Aliás, o que não falta na Cidade Sem Limites são coisas artesanais, como o Anfiteatro Vitória Régia. Mas isso é assunto pra outra hora, porque, agora, vou continuar o meu trabalho aqui na Humaniza Brasil, já que o legítimo Bauru só vou comer à noitinha. Por hoje é só!

Começando o BauruBlog. Colabore, participe.

Postado no dia 1/dezembro/2008 em Comunicados por Paulo Milreu

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